Biopsia, muscular

Outros nomes:
BIOPSIA DE MÚSCULO
HISTOQUÍMICA MUSCULAR
MIOPATIAS, PESQUISA PARA
PESQUISA DE DISTROFIAS MUCULARES
PESQUISA DE DOENÇAS MUSCULARES
PESQUISA DE MIOPATIAS INFLAMATÓRIAS
PESQUISA PARA POLIMIOSITE OU DERMATOMIOSITE (DERMATOPOLIMIOSITE)
MIOPATIAS, HISTOQUÍMICA PARA

Agendamento

Precisa Agendar

Prazo de Entrega

Em até 9 dias úteis (incluindo sábados) às 18h

Principais indicações

- Suspeita de miopatia inflamatória; - Diagnóstico e classificação das distrofias; - Diagnóstico e classificação das miopatias congênitas; - Suspeita de miopatia metabólica; - Investigação de fraqueza muscular.

Orientações necessárias

I - Critérios de realização - Esse exame é realizado somente com pedido médico e deve ser agendado previamente. - Esta análise só pode ser realizada se a coleta for feita no Fleury, devido à viabilidade do material. Por este motivo o Fleury não aceita materiais colhidos em outros locais. Pode haver exceções desde que previamente acordadas pelo assessor médico da biópsia, Assim, as informações quanto ao transporte e coleta do material serão fornecidas para a equipe que irá coletar o material no hospital. - A biópsia muscular é sempre feita com anestesia local, na região onde será realizada a biópsia. - Pessoas que se encontram em estado de saúde considerado grave devem ser submetidas a este procedimento somente em hospitais. - O exame poderá ser realizado com anestesia geral, se necessário. Nesse caso, o cliente deverá apresentar também uma solicitação médica de anestesia. - Para crianças abaixo de 14 anos é necessário agendar o exame com anestesia geral, que será feita por médico anestesista. - Menores de 18 anos devem estar acompanhados pelo responsável legal no dia do exame. II - Preparo - Não é necessário jejum, exceto para as pessoas que farão o exame com anestesia. - O cliente não deve dirigir após o procedimento para evitar esforço muscular. - Se tiver resultados de exames anteriores relacionados com a investigação clínica em questão, tais como eletroneuromiografia, tomografia ou ressonância magnética e dosagens de aldolase e creatinoquinase, é interessante que o cliente os apresente no dia da avaliação para contribuir com o melhor esclarecimento diagnóstico de seu caso. III - Interferentes - Se o cliente usar anticoagulante oral (warfarina, Marevan, Pradaxa, Eliquis, Xarelto, etc), a medicação deve ser suspensa por 5 dias, sob orientação do médico solicitante. - Se o cliente usar heparina não fracionada, a medicação deve ser suspensa por 24h, sob orientação do médico solicitante. - Se o cliente usar heparina de baixo peso molecular (enoxaparina, Clexane, etc), a medicação deve ser suspensa por 48h, sob orientação do médico solicitante. - Caso a pessoa faça uso de ácido acetilsalicílico (Aspirina®, AAS®, Melhoral®, Bufferin®, SOMALGIM etc.), também há necessidade de suspensão da medicação por sete dias antes da realização do exame, com o consentimento do médico assistente. IV- Duração do exame - O exame dura por volta de uma hora. Caso seja realizado com anestesia, há necessidade de mais uma hora de repouso após o procedimento. V - Cuidados após o exame - Nas primeiras 24 horas depois do exame, o cliente não deve realizar atividade física e, mesmo na primeira semana seguinte, convém evitar exercício físico ou qualquer atividade que exija esforço do membro no qual foi realizada a biópsia. - O curativo não deve ser molhado por 24 horas. Passado esse prazo, pode ser removido. A partir de então, basta lavar o local com água e sabão durante o banho e secar com toalha, sem esfregar. Depois, recomenda-se cobrir com gaze limpa. - A dor no local da biópsia é um sintoma comum, que, no entanto, tende a regredir progressivamente. Em caso de dor forte, pode-se fazer uso de analgésico comum, como paracetamol (Tylenol®). Antiinflamatórios comuns devem ser evitados pelo risco de aumentarem o hematoma. - É possível que apareça uma mancha de tom violáceo na área da biópsia. Trata-se de um pequeno hematoma decorrente do procedimento, que, contudo, desaparece em cerca de 14 dias. O cliente deve proteger a mancha do sol e não fazer compressas quentes, podendo apenas utilizar Hirudoid® no local, mas só depois que a pele estiver bem cicatrizada, após o oitavo dia da biópsia. - Se surgir, na região da biópsia, qualquer sangramento, secreção, vermelhidão ou ferida, assim como dor ou inchaço excessivos, o cliente deve entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente para que seja feito contato com o médico responsável pelo procedimento. - Em caso de pessoas que utilizam medicação anticoagulante ou ácido acetilsalicílico (AAS® ou Aspirina®), o tratamento deverá ser reiniciado 7 dias após a biópsia ou conforme orientações do médico assistente. - A retirada dos pontos deve ser feita dez dias após o procedimento e pode ser realizada na Unidade Higienópolis de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h e aos sábados das 7h às 12h. Se o cliente preferir, os pontos podem ser retirados em unidades dos convênios médicos ou postos de saúde. V - CUIDADOS APÓS O EXAME A. No dia da biópsia: fazer compressa de gelo no local do curativo, por 15 minutos, 3 vezes ao dia. B. Quanto aos cuidados com o curativo 1. Não molhar o curativo nas primeiras 48 horas. 2. A partir de 48 hs pode lavar no banho e secar com a tolha sem esfregar. Cobrir com gaze seca ou bandaid. Manter o curativo seco e limpo por 10 dias, até a retirada dos pontos. 3. Dor no local da biópsia é esperado e tende a regredir progressivamente. Poupar o membro de movimento e compressa de gelo habitualmente aliviam os sintomas. Medicação analgésica como Paracetamol ou Dipirona 1g são suficientes para alívio dos sintomas. Não recomendamos uso de anti-infamatórios como Advil, Cataflam, Naproxeno etc pois podem aumentar a formação de hematoma. 4. Poderá aparecer uma mancha de tom violáceo na área da biópsia. Trata-se de hematoma decorrente do procedimento, que não permite o uso de anestésico com vasoconstritor. Habitualmente, o hematoma regride em 14 dias. Proteja o hematoma do sol, para evitar manchas permanentes, e não faça compressa quente, que pode aumentar o hematoma. Se desejar, pomada do tipo Hirudoide pode ser usada na região afetada. Cuidado para não aplicar a pomada sobre a pele não cicatrizada. 5. A retirada dos pontos deve ser realizada 10 dias após a biopsia, nesta mesma Unidade (Fleury Higienópolis). Se o paciente desejar, os pontos podem ser retirados em outro local sob custo e responsabilidade do paciente. C. Quanto à atividade física 1. Restrinja a mobilização do membro biopsiado nos primeiros 2 dias 2. Não faça exercício físico ou fisioterapia ativa neste membro até a retirada dos pontos, bem como carregar peso, malas e mochilas pesadas. D. Quanto ao uso de medicação suspensa para o exame 1. Se você estava tomando algum anticoagulante, ou antiagregante plaquetário (Clopidogrel, Plavix) ou ácido acetil salicílico (por exemplo: AAS, Somalgim, Aspirina etc), essas medicações podem ser reiniciadas 2 dias após este procedimento. Em caso de dúvida, o paciente deverá entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente Fleury - fone 11 -3179-0822 (Grande São Paulo) e 0800-704-0822 (outras localidades), das 7hs às 19hs. VI - Observações - Qualquer dúvida a respeito do exame pode ser esclarecida pelos médicos no dia do procedimento. - O local da biópsia é, preferencialmente, o músculo bíceps braquial do braço não-dominante. A critério do médico solicitante ou de acordo com sugestão da eletroneuromiografia, o fragmento pode ser obtido de outro grupo muscular. Entretanto, a biópsia não poderá ser realizada no mesmo músculo em que a eletroneuromiografia foi feita por um prazo de 15 dias.

Método

1- Biópsia: o fragmento muscular é obtido por pequena cirurgia a céu aberto, sob anestesia local - sedação pode ser empregada quando indicada. O fragmento é então congelado para depois ser submetido às reações específicas (como se descreve a seguir). 2- Colorações histológicas: hematoxilina-eosina, tricômico modificado de Gomori, PAS (reação periódica de Schiff) 3- Reações histoquímicas: ATP4.3. ATP4.6, ATP9.4, COX, NADH, SDH, fosfatase alcalina, fosfatase ácida, O e miofosforilase. 4- A critério médico imunohistoquímica para distrofina, merosina, alfa-sarcoglicana, gama-sarcoglicana, disferlina, caveolina, MHC1, CD4, CD8, CD68 e desmina

Interpretação e comentários

- O exame anatomopatológico do tecido muscular esquelético tem sido utilizado desde o século IX para detectar desordens musculares primárias e manifestações musculares de processos neurogênicos ou sistêmicos. Os métodos empregados para análise do tecido muscular vêm sofrendo constante atualização à medida que são descobertos os mecanismos envolvidos na patogênese das doenças musculares. - Atualmente, o exame oferece condições de detectar processos musculares de diversas etiologias, hereditários ou adquiridos, assim como processos primariamente miopáticos ou secundários ao envolvimento neurogênico, além dos sistêmicos. - As reações básicas às quais os fragmentos musculares são submetidos, tais como hematoxilina-eosina, tricômico de Gomori, PAS e oil red O, têm utilidade para uma análise geral do aspecto da arquitetura muscular: infiltração conjuntivo-gordurosa, atrofia de fibras musculares, presença de necrose, regeneração e áreas com inflamação. Outras reações mais modernas, conhecidas como histoquímicas, a exemplo de ATPases em diferentes pHs, NADH, SDH e fosfatase ácida e alcalina, são especialmente esclarecedoras para o estudo da distribuição dos diferentes tipos de fibras musculares, de anormalidades da arquitetura interna das fibras (central, core, alvos, saca-bocado e turbilhonamento) e de alterações da atividade oxidante das células (doenças mitocondriais), assim como de sinais de regeneração e degeneração das fibras musculares. - Mais recentemente, técnicas imunoistoquímicas têm sido extremamente úteis para a análise da expressão das diversas proteínas musculares, com grande valor para o diagnóstico diferencial das diversas formas de distrofias musculares progressivas, distrofias musculares congênitas e miopatias congênitas. Por meio desses recursos, também é possível descrever, de maneira objetiva, a característica e a intensidade do processo inflamatório, permitindo distinguir as diversas formas de miopatias inflamatórias.

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