Doença de Wilson, Vários Materiais

Outros nomes:
PAINEL GENÉTICO WILSON
PAINEL GENÉTICO PARA DEGENERAÇÃO HEPATOLENTICULAR

Agendamento

Este exame nao necessita ser agendado.

Prazo de Entrega

Em até 45 dias corridos às 18h

Orientações necessárias

- Não é necessário preparo para este exame; Este exame é realizado somente com solicitação médica; - Menores de 18 anos devem estar acompanhados de um adulto responsável para a realização do exame; - O cliente deve entregar no dia da coleta o Questionário preenchido e assinado por ele e pelo médico solicitante (Geneticista ou de outra especialidade); - Esse Questionário pode ser retirado em qualquer unidade ou solicitado por e-mail para [email protected] (o e-mail será respondido em até 48h); - Caso não seja possível ter o Questionário preenchido pelo médico solicitante, o Fleury oferece de maneira OPCIONAL a consulta de aconselhamento genético, a fim de preencher o questionário e esclarecer eventuais dúvidas do exame; -Este exame não necessita de agendamento prévio ou qualquer tipo de preparo; - Para saber mais sobre este exame e como realizar, acesse www.fleurygenomica.com.br. Restrições: Amostra de sangue: não necessário jejum Amostra de saliva: Nos 30 minutos anteriores a coleta da saliva, não beber, comer, fumar, mascar chicletes, escovar os dentes ou inserir qualquer objeto na boca.

Processamento e adequação da amostra

- Não manipular - Se sangue colhido em EDTA, enviar o material refrigerado para setor de Métodos Moleculares acompanhado do Questionário original preenchido; - Se a amostra colhida for saliva, enviar o material em temperatura ambiente para setor de Métodos Moleculares acompanhado do Questionário original preenchido; - Rejeitar amostras de sangue colhidas em tubo com heparina ou qualquer tubo que não esteja de acordo com o solicitado no procedimento de coleta. Estabilidade da amostra de sangue: Temperatura ambiente: 48 horas; Refrigerada (2-8 ºC): 5 dias; Congelada (-20 ºC): não aceitável. Estabilidade da amostra de saliva: Temperatura ambiente: 30 dias Refrigerada (2-8ºC): não aceitável Congelada (-20ºC): não aceitável

Método

Sequenciamento completo (NGS - sequenciamento de nova geração) de todas as regiões codificantes e regiões flanqueadoras adjacentes aos exons do gene ATP7B. NÃO inclui análise por MLPA.

Valor de referência

- O resultado será acompanhado de um relatório interpretativo.

Interpretação e comentários

A doença de Wilson é um distúrbio do metabolismo do cobre que resulta em alterações hepáticas, neurológicas ou psiquiátricas, de maneira isolada ou combinada. Os sintomas variam entre famílias diferentes, ou mesmo, entre indivíduos da mesma família. Os pacientes apresentam os primeiros sintomas entre os 3 e os 50 anos. O quadro hepático pode cursar com icterícia recorrente, hepatite aguda auto-limitada, hepatite auto-imune, insuficiência hepática fulminante ou mesmo doença hepática crônica. As manifestações neurológicas incluem distúrbios de movimento como tremores, distúrbios de coordenação motora, perda da coordenação fina, coreia, coreoatetose, ou mesmo distonia rígida (fácies em máscara, rigidez, distúrbios de marcha e envolvimento pseudobulbar). O comprometimento psiquiátrico envolve depressão, comportamento neurótico, desorganização de personalidade e, ocasionalmente, deterioração intelectual. Os anéis de Kayser-Fleischer, observados em 50-60% dos pacientes com hepatopatia e em 90% dos indivíduos com acometimento neuropsiquiátrico, está associado com a deposição de cobre na periferia da córnea. Quando ocorrem na presença de baixos níveis de ceruloplasmina sérica, são quase patognomônicos da doença de Wilson. O diagnóstico é confirmado pela identificação de mutações patogênicas no gene ATP7B. Variantes patogênicas que promovem perda de função da proteína ATP7B resultam em fenótipo mais grave que os decorrentes de variantes missense. Indivíduos que apresentam a variante proteica patogênica p.His1069Gln manifestam os primeiros sintomas da doença por volta dos 20 anos. A prevalência da doença de Wilson é de 1/30.000 na maioria das populações, com uma frequência correspondente para portadores de 1/90. Existem isolados populacionais onde a prevalência é maior, como na Sardenha (1/10.000). O diagnóstico diferencial deve incluir: hepatite viral crônica, esteatohepatite não alcóolica, colangite esclerosante primária, hepatotoxicidade medicamentosa, hemocromatose hereditária associada ao gene HFE, deficiência de alfa-1-antitripsina, hepatopatia alcóolica e cirrose biliar primária. O tratamento, que deve ser mantido para o resto da vida, envolve a administração de agentes quelantes de cobre como a d-penicilamina e a trientina, a suplementação de Zznco que compete com o cobre na absorção intestinal, o uso de antioxidantes como vitamina E e dietas restritivas para alimentos com altos teores de cobre (fígado, cérebro, chocolate, fungos comestíveis, mariscos, nozes e castanhas). Transplante hepático é reservado para os casos não respondedores ao tratamento primário ou que apresentam efeitos adversos importantes às drogas quelantes.

Dias de Medicamento

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