SARS-CoV-2, COVID-19, Anticorpo IgA, soro

Outros nomes:

COVID-19, Anticorpo IgA, soro

Orientações necessárias

- Não é necessário preparo para este exame. - Este exame é realizado somente com solicitação médica. - PARA REALIZAÇÃO É NECESSÁRIO AGENDAMENTO PRÉVIO. - A cobrança dos exames será somente particular e com restrição de desconto para os médicos. - Este exame detecta anticorpos contra o SARS-Cov-2 (novo coronavírus 2019) e está indicado para pessoas que apresentam sintomas há mais de 10 dias ou exposição com risco de contágio há mais de 14 dias. - Para pessoas que apresentam sintomas há menos de 10 dias, este exame apresenta baixa sensibilidade. Nesses casos, o teste indicado é a PCR específica, realizada em amostras do trato respiratório, colhidas a partir do 3º dia de sintomas. - O resultado do teste sorológico deve ser interpretado em conjunto com a história clínica do paciente e outros testes para detecção direta do vírus. Um teste negativo não exclui a presença da infecção. A dinâmica da produção de anticorpos (momento da soroconversão) na COVID-19 não é completamente conhecida, principalmente em pacientes que não apresentam sintomas ou apresentam quadro leve, podendo haver resultados negativos inclusive em casos anteriormente confirmados por PCR.

Processamento e adequação da amostra

- Aguardar 30 minutos; - Centrifugar a 2200 g por 10 minutos a 18 °C; - NÃO aliquotar (encaminhar o tubo ao setor IMU) - Enviar à seção, refrigerado; - Soro, volume ideal: 1,0 mL; volume mínimo: 0,5 mL. Estabilidade da amostra: Temperatura ambiente: não aceitável Refrigerada (2-8 ºC): 14 dias; Congelada (-20 ºC): 30 dias

Interpretação e comentários

A pesquisa de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 (novo coronavírus 2019) é uma ferramenta auxiliar no diagnóstico da infecção por este agente. O padrão ouro para o diagnóstico da infecção recente sintomática, com tempo de evolução inferior a 10 dias, é a detecção do RNA do vírus por PCR em amostras do trato respiratório (raspados, lavados e aspirados nasofaríngeos, orofaríngeos, escarro, secreção traqueal e lavado broncoalveolar). A sorologia pode contribuir para o diagnóstico nos casos com mais de 10 dias de evolução da sintomatologia, quando a sensibilidade da PCR começa a declinar, ou ainda para pacientes que apresentem PCR negativa para os quais se mantenha a suspeita diagnóstica. Para pessoas expostas de forma recorrente, como profissionais de saúde, a pesquisa de IgG pode determinar a ocorrência de infecção pregressa, embora o papel protetor desses anticorpos ainda não seja completamente conhecido. Os resultados da sorologia devem ser cuidadosamente interpretados, levando em consideração a sintomatologia, o dia em que a coleta foi realizada e o resultado da PCR. A cinética de produção de anticorpos (momento da soroconversão) não é bem estabelecida em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves, podendo ocorrer resultados negativos mesmo em casos anteriormente confirmados por PCR. Desse modo, um único resultado negativo não exclui infecção atual ou pregressa. Conforme a literatura científica, a detecção de anticorpos da classe IgA contra SARS-CoV-2 tem sensibilidade crescente a partir de sete dias após o início dos sintomas e se aproxima de 100% após dez dias. Já a detecção de IgG apresenta sensibilidade muito baixa na primeira semana de infecção, aproxima-se de 80% cerca de dez dias após o início dos sintomas e de 100% depois de 14 dias. Esses períodos podem variar de acordo com a gravidade do quadro clínico. A sensibilidade deste teste foi validada com amostras de soro de 57 pacientes hospitalizados com COVID-19 confirmada por PCR, colhidas, em média, 12 dias após o início dos sintomas. Nessa casuística, a sensibilidade de IgA foi de 95% e de IgG de 77%. Numa análise de subgrupo com 13 amostras de pacientes com mais de 14 dias de evolução, a sensibilidade de IgA foi de 100% e de IgG de 92%. O desempenho desse teste não foi avaliado em pacientes oligo ou assintomáticos, podendo não reproduzir a acurácia encontrada para pacientes com quadros clínicos moderados ou graves. Segundo dados do fabricante, reatividade cruzada foi observada neste teste, tanto para IgA quanto para IgG, na presença de outros quadros virais, infecção aguda por vírus Epstein-Barr, fator reumatoide, doenças autoimunes e pneumonia bacteriana aguda, bem como em indivíduos que receberam vacina para influenza. O resultado reagente de IgA tem maior valor preditivo positivo para infecção recente se acompanhado de IgG reagente, em comparação à IgA isoladamente reagente. Em amostras de indivíduos hígidos coletadas em 2010 e 2019 foi observada a presença desses anticorpos da classe IgA em 13% e da classe IgG em 0,8%. A especificidade deste teste foi validada com 114 amostras de soro de pacientes hospitalizados, incluindo pacientes com infecção respiratória confirmada por outros vírus, além de doadores de sangue e voluntários assintomáticos recentemente vacinados contra influenza. Nessa casuística, a especificidade de IgA foi 91% e de IgG 96%.

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