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Com o sono em dia | Revista Fleury Ed. 19

Você tem trabalho extra para fazer? Ou uma festa para ir? Para tentar entregar o trabalho no prazo ou curtir o evento, você sacrifica algumas horas de sono.

Você tem trabalho extra para fazer? Ou uma festa para ir? Para tentar entregar o trabalho no prazo ou curtir o evento, você sacrifica algumas horas de sono. Mas, mesmo que tente compensar no dia seguinte, dormindo um pouco mais ou tirando um cochilo, saiba que isso não adianta. Nada substitui uma boa noite de sono, e esse ‘desperdício’ não pode ser compensado. “Esse tempo perdido fica registrado no cérebro e, caso seja um hábito recorrente, pode contribuir para o surgimento de alterações comportamentais como irritação, fadiga, desatenção e até depressão”, diz Rosana Cardoso Alves, assessora médica da polissonografia do Fleury Medicina e Saúde.

As consequências cognitivas ou fisiológicas das noites mal dormidas não desaparecem com facilidade, mesmo que as horas de sono sejam normalizadas. “Privação do sono é, de certa forma, um estresse, e o corpo a entende como uma agressão”, explica Flavio Alóe, neurologista assistente do Centro Interdepartamental para os Estudos do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Para ter uma noite de sono tranquila e não sofrer com os problemas causados pela privação de sono, os médicos recomendam a adoção de uma rotina para dormir. “É bom também evitar cafeína, chocolate, refrigerantes à base de colas, nicotina, anti-inflamatórios, álcool e exercícios de quatro a cinco horas antes de deitar”, recomenda Alóe.