Cresce adesão de público masculino à vacina contra HPV

Segundo o infectologista do Fleury Medicina e Saúde, Jessé Reis Alves, o homem vacinado terá menos chance de transmitir o vírus para a mulher, ampliando a eficácia geral da vacina.

Embora a procura pela vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pelo público masculino ainda seja inferior à vacinação do contingente feminino, os números de 2013 indicam uma reversão dessa tendência. Segundo recentes levantamentos, a procura pela vacina nas unidades da empresa de saúde cresceu 40% entre os homens contra 3% entre as mulheres.

Em números absolutos, no entanto, as mulheres continuam sendo a maioria. Entre janeiro de 2012 e fevereiro de 2013, do total de vacinas contra o vírus aplicadas no Fleury Medicina e Saúde, 80% foram em mulheres e 20%, em homens. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) licenciou o uso da vacina quadrivalente contra o vírus para meninos e homens entre 9 e 26 anos apenas em 2011. Até aquele ano, a vacina só era liberada para o público feminino.

O infectologista Jessé Reis Alves, responsável pelo Serviço de Vacinação do Fleury Medicina e Saúde, ressalta a necessidade da vacinação em homens. “A vacina para o sexo masculino é importante para oferecer proteção contra as verrugas genitais, associadas à infecção pelos tipos 6 e 11 do HPV, que, além dos prejuízos estéticos e do desconforto, podem aumentar o risco de transmissão de HIV”, afirma o médico. “Além disso, uma vez vacinado, o homem terá menos chances de transmitir o vírus para a mulher, ampliando a eficácia geral da vacina. No entanto, a vacina ainda é pouco difundida entre os homens.”

De acordo com o Programa DST/AIDS da Prefeitura Municipal de São Paulo, o HPV, tipo 16, está presente em quase metade dos casos de câncer de pênis. Além disso, estudo realizado no Brasil, México e Estados Unidos mostra que a incidência de contágio do HPV em homens entre 18 e 70 anos é de 50%, e boa parte deles não desconfia que esteja contaminada. Daí a importância da vacinação.

“A vacina faz parte do calendário vacinal nos Estados Unidos. Há diversos estudos científicos voltados principalmente para câncer de colo de útero que comprovam seu impacto positivo sobre a prevenção dessa doença”, afirma Alves.

Proteção

Denominada quadrivalente, a vacina protege contra quatro tipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os dois primeiros estão associados às verrugas genitais e os dois últimos ao câncer de colo uterino e do pênis. A outra vacina existente, bivalente, protege contra os tipos 16 e 18. Além de indicada para prevenir câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em homens e mulheres, a vacina quadrivalente foi aprovada para o combate ao câncer anal em ambos os sexos.

“O ideal é ser vacinado antes de começar as relações sexuais. Mas, mesmo quem já teve relações pode se vacinar”, ressaltao médico, acrescentando que a imunização não dispensa o uso de preservativos, o rigor na escolha dos parceiros e o acompanhamento ginecológico anual.

De acordo com o Ministério da Saúde, são registrados a cada ano 137 mil novos casos de infecção por HPV no Brasil. O vírus está relacionado a mais de 70% das ocorrências de câncer de colo de útero.



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