Crescendo de forma saudável | Revista Fleury Ed. 17

A alteração mais comum do labirinto, a vertigem posicional paroxística benigna, ocorre mais frequentemente entre as mulheres. A boa notícia é que o tratamento é simples


De todas as fases da vida, certamente a adolescência é uma das mais marcantes. É nela que acontecem inúmeras mudanças físicas e psicológicas, fazendo dessa etapa um período decisivo na formação da autoestima e da personalidade de cada um. Mudam-se a voz, as ideias, os gostos pessoais e, principalmente, o corpo, que estica e ganha novas formas e contornos. Mas é justamente nessa fase que muitas vezes outro tipo de curva, com apelos bem menos estéticos, também pode aparecer. Assim é a escoliose, uma curvatura anormal da coluna vertebral que, dependendo do tipo e do grau, pode levar a consequências, como dores nas costas e mesmo deformidades ósseas, que, no entanto, se for diagnosticada e tratada na hora certa, tem tudo para se tornar um problema a menos para se carregar.

Estudos indicam que cerca de 4% das crianças entre 10 anos e 14 anos apresentam algum grau de escoliose. Segundo Ricardo Nahas, ortopedista e médico do esporte do Fleury Medicina e Saúde, essa é uma deformidade que, no adolescente, surge durante o estirão do crescimento e com mais frequência nas meninas, sendo de cinco a oito vezes mais comum nelas, apesar de os motivos para essa incidência ainda serem desconhecidos pelos médicos. “O que nós fazemos é controlar a evolução da escoliose, avaliando o tipo de curva e interferindo com o tratamento adequado, com a ajuda de coletes especiais que impedem que a curva progrida, além de exercícios específicos”, explica. “Por isso, é fundamental que pais, filhos e professores estejam sempre atentos aos sinais do corpo e às alterações ligadas à postura”, completa.

Normalmente a escoliose aparece sem dar sinais evidentes e, ao contrário do que muita gente imagina, não está ligada a fatores externos, como o carregamento de peso, a prática de atividade física ou o modo de dormir ou sentar. “Apesar dos numerosos estudos sobre escoliose na adolescência, sua causa permanece obscura em cerca de 80% dos casos. No entanto, há um papel importante da hereditariedade e dos fatores genéticos”, afirma o ortopedista Eduardo Puertas, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Além das condições genéticas, há diversos outros fatores que podem levar à escoliose. “Ela pode ser causada por alterações nos tecidos da coluna e no sistema nervoso central, pode estar relacionada a variações hormonais que ocorrem na adolescência, ao crescimento assimétrico do corpo, como uma perna mais curta que a outra, e também a desbalanços musculares, entre outros fatores”, explica.

Olhe com atenção
É fundamental o diagnóstico precoce e o início do tratamento o quanto antes. “Não há uma fórmula para prevenir o surgimento da escoliose do adolescente. Devemos, sim, realizar o diagnóstico o mais precocemente possível, por meio de exame físico de triagem nas escolas, para posteriores orientações de tratamento que evitem a piora da deformidade”, explica Puertas. A vantagem para pais, familiares e professores é que o primeiro passo para identificar a deformidade está na simples observação: um adolescente que aparentemente apresenta um ombro ou lado do bumbum mais alto que o outro, que fique com a roupa caindo de um dos lados do corpo ou com as barras de calças parecendo de tamanhos diferentes merece uma atenção especial.

O especialista ensina um simples teste, que pode ser feito em casa: peça para que a criança fique em pé e incline o corpo para a frente. Se um dos lados estiver mais alto, está dado o sinal de alerta e recomenda-se procurar um ortopedista para avaliar e fazer um diagnóstico final, com auxílio de exames de diagnóstico por imagem, como radiografias.

É ele também que deverá indicar o melhor tratamento de acordo com o tipo de curvatura, tamanho, idade e crescimento do adolescente. Nos casos mais leves e até com grau moderado, o realinhamento da coluna pode ser feito com o uso de coletes, exercícios de Reeducação Postural Global (RPG), sessões de fisioterapia ou aulas de natação. Já nos casos mais graves, deverão ser analisadas as condições clínicas da pessoa, para a realização de cirurgias corretivas. O importante é que para cada paciente há uma indicação específica de tratamento, que pode ser dada apenas pelo médico especialista.

A escoliose é um desvio de postura que afeta não só a saúde, mas também o lado emocional dos adolescentes. Muitas vezes seu tratamento exige uma readaptação da própria imagem e da rotina, com a utilização de equipamentos ortopédicos. Tratar o problema durante a fase de crescimento, submetendo a coluna ao tratamento mais indicado, pode ser fundamental para evitar consequências mais sérias e permanentes em longo prazo, como grandes deformidades ósseas. Por isso, é importante ficar sempre de olho nas crianças, para que o crescimento aconteça de forma tranquila e saudável.

Entenda a coluna
A coluna vertebral é formada pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Na parte de cima, ela é ligada ao osso occipital (crânio), na parte de baixo, ao osso do quadril.
A coluna vertebral é dividida em quatro regiões: cervical, torácica, lombar e sacrococcígea. São sete vértebras cervicais, 12 torácicas, cinco lombares, cinco sacrais e cerca de quatro coccígeas. Quando olhada de lado, a coluna tem várias curvaturas, consideradas normais – se ela fosse totalmente reta, nós não conseguiríamos parar em pé. De uma visão anterior ou posterior, a coluna não tem curvaturas – e, quando ocorre, é chamada de escoliose.

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