Década de 1940 | Revista Fleury Ed. 36

90 anos trazendo o melhor da medicina para você

Desde os anos 1920, quando foi fundado, o Fleury acompanha as principais evoluções da medicina para oferecer os melhores serviços

1942

Vacinas contra a gripe
Testada desde os anos 1930 em pequena escala, a vacinação contra o vírus Influenza (dos tipos A e B) passou por sua prova de fogo na Segunda Guerra Mundial. Depois de aplicada com sucesso nos soldados norte-americanos, a vacina foi licenciada nos Estados Unidos em 1945 para, então, ser aplicada à população geral.

1946

Medicina nuclear
Após o lançamento da bomba atômica, percebeu-se que a energia liberada poderia ter outras utilidades, desde que fosse possível controlá-la. Os primeiros reatores nucleares surgiram no final da década e, nesse processo, os isótopos radioativos sintéticos, sendo o maior representante o iodo 131 (131I). Nos anos 1960, o professor e médico Julio Kiefer iniciou o serviço de medicina nuclear no Fleury, com a realização da cintilografia de tiroide, usando como marcador o 131I. Em 1977, a física Rosalyn Yalow levou o Nobel de Medicina por seus estudos com a degradação da insulina marcada com 131I, um primeiro esboço do radioimunoensaio. Em 1976, o Fleury fez a primeira marcação de hormônio de crescimento com o 131I. Atualmente, poucos ensaios usam marcadores radioativos em seu desenho.

O início da quimioterapia
Um acidente naval ocorrido na Segunda Guerra Mundial foi o ponto de partida para o desenvolvimento da quimioterapia. Em dezembro de 1943, navios carregados de gás mostarda atracados na baía de Bari, na Itália, foram bombardeados por aviões alemães. Isso fez o gás se espalhar pela região, causando queimaduras na pele e inchaço nos olhos de marinheiros, pescadores e habitantes locais.

Depois de algum tempo, constatou-se que os glóbulos brancos dessas pessoas haviam diminuído ou praticamente desaparecido. Estudos mostraram que a mostarda nitrogenada matava as células na medula óssea. Testada em pacientes com linfoma, a substância fazia os linfonodos afetados amolecerem ou desaparecerem. Começava, assim, o desenvolvimento de medicações para combater o câncer – em 1955, surgiu outro medicamento, o clorambucil, que também se mostrou bastante eficaz
no tratamento de tumores.

Do submarino ao coração
Outra tecnologia desenvolvida na Segunda Guerra Mundial foi a do sonar, que usa ondas de som para detectar objetos e a que distância eles estão. Era uma tática para rastrear submarinos, mas o cardiologista sueco Inge Edler e o físico alemão Hellmuth Hertz decidiram fazer outro experimento. Eles pegaram um aparelho sonar emprestado e o adaptaram para gravar os ecos do coração de Hertz. Assim nascia o ecocardiograma. As primeiras gravações contínuas dos movimentos das paredes do coração foram registradas em 1954. Dois anos depois, a dupla descreveu como usar o ecocardiograma para diagnosticar doenças relacionadas à válvula mitral.

A invenção da hemodiálise

Depois de ver um jovem morrer por falência renal em 1938, o médico holandês Willem Kolff teve a ideia de desenvolver o primeiro rim artificial. Como ele iniciou suas pesquisas durante a Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a improvisar. Sua máquina filtrava o sangue dos primeiros pacientes em invólucros de salsicha mergulhados em uma solução de sal dentro de uma caixa de madeira que fazia rotações para remover as impurezas do sangue. Quando a guerra acabou, ele doou cinco rins artificiais para hospitais. Kolff jamais patenteou a invenção, aprimorada nas décadas seguintes.

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