Diabetes e infância | Revista Fleury Ed. 19

Crianças também podem ter diabetes. Como identificar se estão com a doença?

Na criança o tipo de diabetes mais comum é o chamado tipo 1, causado por ausência total ou quase total de insulina. Geralmente, a criança com diabetes passa a beber muita água e a urinar muito. Além disso, pode apresentar mal estar, visão embaçada e emagrecimento. Caso os pais percebam esses sintomas, devem procurar um médico sem demora, uma vez que o quadro pode se agravar. Estima-se que de 20% a 40% dos casos de diabetes infantil podem precisar de internação, em casos mais graves.

Qual a diferença entre o diabetes do tipo 1 e 2?

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune e fatores externos, como infecções virais ou estresse, podem funcionar como “gatilho” para o desenvolvimento da doença. Nesse caso, o organismo produz anticorpos contra as células do pâncreas que produzem insulina. Sem esse hormônio, o organismo não pode utilizar o açúcar como fonte de energia e este se acumula no sangue. Já no diabetes tipo 2 ocorre uma alteração na ação da insulina relacionada, principalmente, à obesidade e ao sedentarismo. Nesta forma da doença, há uma resistência à ação da insulina, levando ao aumento do nível de glicose (açúcar) no sangue. Portanto, nos dois tipos de diabetes ocorre um aumento da glicose no sangue – no tipo 1 por diminuição na produção de insulina e no tipo 2 por alteração no seu funcionamento.

Em virtude da maior incidência de obesidade entre adolescentes, o diabetes tipo 2 hoje é uma doença crônica mais frequente do que há 10 anos?

Sim, com certeza. A diminuição da atividade física e o aumento da obesidade são os principais responsáveis pelo aumento da prevalência de diabetes do tipo 2 nesse grupo. Atualmente, as crianças e os jovens têm uma alimentação rica em gordura e calorias, e ainda gastam menos energia, é o que chamamos de aumento das “horas-tela”, ou seja o tempo que a criança fica diante de telas como televisão, computador e videogame; se somarmos 8 horas de sono e no mínino 4 horas na escola, sobra pouco tempo pra gastar energia.

Como os pais podem ajudar a criança a lidar com a doença?

Uma vez diagnosticado o diabetes, os pais devem obter a maior quantidade de informação possível sobre a doença. Pais bem informados passam segurança para a criança. Quanto mais se aprende, maior a chance de um bom controle e de se evitar complicações futuras. Uma criança com bom controle pode ter uma vida absolutamente normal. Para receber orientação, os pais precisam procurar um endocrinologista que é o especialista da área e que freqüentemente faz parte de uma equipe multidisciplinar, que é composta geralmente por nutricionistas, psicólogos que ajudarão no entendimento e na adaptação a essa nova condição.

Quais complicações podem surgir, caso esse acompanhamento não seja adequado?

Em curto prazo, a criança com diabetes do tipo 1 com quantidades insuficientes de insulina e sem dieta adequada, pode apresentar um quadro grave de aumento da glicemia que pode inclusive levar ao coma. Em longo prazo, a criança ou o adolescente com controle inadequado dos níveis de glicemia (seja diabético tipo 1 ou 2) pode desenvolver problemas oculares, renais, neurológicos e cardiovasculares.



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