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Em busca do equilíbrio | Revista Fleury Ed. 17

No mundo moderno, a maioria das pessoas passa mais tempo no escritório do que em casa. Para evitar dor nas costas, basta lembrar da coluna no dia a dia

Com o passar dos anos, homens e mulheres ficam mais experientes e sábios. Vividos, sabem dosar melhor as emoções e apresentam um equilíbrio mental muitas vezes invejado por pessoas mais jovens. Tudo isso é fruto da vivência e da história de cada pessoa. Todavia o passar dos anos traz consigo reflexos no corpo. “Ah, se eu soubesse disso quando tinha 20 anos!” é uma frase que guarda justamente essa contradição entre o desejo de um corpo mais jovem e o da experiência, que só o tempo traz. Então, aceitar a idade e tomar cuidados para ter uma vida mais saudável pode diminuir um pouco a distância entre esses dois polos.


O risco de quedas aumenta com a chegada daidade, e elas podem passar a ser mais recorrentes. Isso pode comprometer a autonomia de pessoas que, até então, tinham uma vida independente. A explicação para isso é complexa e envolve, também, transformações naturais nos músculos e nos ossos ao longo do tempo. No entanto, se houver alguns cuidados, é possível conviver com esse processo natural do organismo. “O importante para prevenir as quedas e suas complicações é tentar controlar os riscos e analisar o comportamento da pessoa. Qualquer deficiência na visão, no sistema auditivo, na integridade dos músculos e dos ossos pode fazer com que o organismo não apresente um bom desempenho, tanto parado quanto na hora da caminhada, comprometendo todo o equilíbrio”, explica Alexandre Silva, fisioterapeuta do Fleury.


E esses cuidados vão além dos aspectos ambientais e das limitações físicas. Com o tempo, é natural que ocorra uma redução da capacidade de atenção, seja para realizar duas atividades simultaneamente, como andar e observar a mudança do farol quando estão atravessando a rua, seja na atenção seletiva, como ouvir várias amigas falando ao mesmo tempo em uma caminhada e ainda ter que prestar atenção nos buracos no asfalto ou nas ondulações do terreno do parque, explica Gislaine Gil, neuropsicóloga do Check-up do Fleury. Por isso mesmo é fundamental manter o cérebro ativo, participando de atividades que estimulem todas as funções da atenção, a rapidez nas ações motoras e o planejamento das tarefas diárias, que podem ser desenvolvidas com profissionais especializados na área de reabilitação cognitiva e fisioterápica.


Alguns exemplos simples são ler ouvindo música, cozinhar conversando com outra pessoa ou falar ao telefone enquanto escreve. São exercícios fáceis de ser colocados em prática e que podem trazer um cotidiano mais saudável e equilibrado para todos. “É fundamental buscar o envelhecimento saudável, e isso significa se manter ativo física e intelectualmente, engajar-se socialmente em atividades, manter uma boa rede de relacionamentos, ter otimismo, ser positivo e ter controle sobre a própria vida”, afirma a fisioterapeuta Monica Perracini, coordenadora do Curso de Especialização em Fisioterapia Gerontológica da Universidade Cidade de São Paulo.