Equilíbrio, dentro e fora das quadras | Revista Fleury Ed. 23

Anos atrás, a ideia de um brasileiro fazer parte de alguma equipe da NBA, a liga norte-americana de basquete, parecia impossível.

Anos atrás, a ideia de um brasileiro fazer parte de alguma equipe da NBA, a liga norte-americana de basquete, parecia impossível. Afinal, em equipes como Los Angeles Lakers e Chicago Bulls, brilhavam alguns dos astros do esporte, como Magic Johnson e Michael Jordan, ambos dos Estados Unidos. Imaginar um brasileiro entre os maiores do mundo, nesse restrito e competitivo universo do basquete, era como imaginar um boleiro amador ao lado de Pelé na seleção brasileira. Mas o catarinense Tiago Splitter, de 26 anos, 2,11 metros de altura, conseguiu realizar a façanha de jogar entre os melhores do mundo. Desde o ano passado, ele faz sucesso como pivô do San Antonio Spurs – outros três brasileiros também estão na liga americana.

Não é fácil chegar – e se manter lá. Tiago saiu de casa com apenas 15 anos para jogar em uma equipe na Espanha, país que também tem grande tradição na modalidade. Em 2010, migrou para a NBA. Lá se vão 11 anos de muita dedicação física e mental, cobranças e conquistas – seja atuando em clubes ou na seleção brasileira. Para conciliar tantos fatores, adotou um estilo que ele mesmo define como “balanceado”, em que o equilíbrio entre alimentação e atividades é fundamental. Na entrevista a seguir, ele revela sua tática e mostra qual a estratégia de um esportista de alta performance como ele para manter-se no topo, mantendo também em alta a qualidade de vida.

Fleury: Você atua na NBA, a liga de basquete mais disputada do planeta. Qual o papel da disciplina para vencer desafios como esse?
Tiago Splitter: A disciplina no esporte é um dos fatores mais importantes, não só dentro da quadra, como fora. Desde que fui para a Espanha, com 15 anos, essa foi a primeira coisa que aprendi: a disciplina diária de trabalho. Tudo o que eu conseguia aprender na semana, eu usava no fim de semana para jogar. A disciplina é a coisa mais básica, mais fundamental do esporte.

Fleury: Como você se prepara mentalmente para esses desafios?
T.S.: A saúde mental é muito importante no jogo. Não é fácil manter-se equilibrado dentro da quadra, porque acontecem muitas coisas imprevisíveis: juiz, adversário, erros, problemas com companheiros de time. Às vezes, é preciso focar em si mesmo.

Fleury: Como gerenciar a grande carga de responsabilidade, seja no San Antonio, seja na seleção brasileira?
T.S.: Com o tempo, você começa a assumir a responsabilidade, tanto na seleção como no seu time. Não há regra ou manual que ensine como lidar com a pressão. Todos os jogadores que passaram por suas seleções atravessaram momentos de adaptação até chegarem a um momento em que rendem o melhor possível.

Fleury: Como é sua rotina de treinamentos físicos?
T.S.: Minha rotina dos Estados Unidos é bastante diferente da que eu mantinha na Espanha, onde eu treinava em dois períodos: manhã e tarde. Nos Estados Unidos, eles mantêm o hábito de treinar só um período, mas é uma sessão mais forte. Porém, eu me adaptei a isso. Este é um dos anos em que estou melhor fisicamente, pois me dei muito bem com o estilo de preparação física do San Antonio. Vou continuar a fazer esse trabalho durante minha carreira.

Fleury: Como aliviar o estresse físico, após longos treinamentos?
T.S.: Existem muitos tratamentos, como fisioterapia, massagem, relaxamento. Tudo isso ajuda na preparação durante um torneio.

Fleury: E para aliviar o estresse mental?
T.S.: Tento fazer atividades que não tenham relação com o basquete, como assistir a um filme, ler um livro ou fazer outro esporte, como natação. Qualquer coisa que não esteja ligada ao basquete, para aliviar a mente.

Fleury: Como jogador profissional, você recebe orientação alimentar especial?
T.S.: Nunca adotei dietas muito radicais, que, por exemplo, cortassem doces ou algum outro tipo de alimento. Sempre tentei comer bem, consumindo alimentos naturais, sem exagero nos doces ou refrigerantes, eliminando cargas extras de calorias. Mas meu objetivo sempre foi balancear carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais. Eu estudei bastante sobre isso, pesquisando temas como suplementação alimentar. Há momentos em que preciso de energia extra para obter um rendimento melhor.

Fleury: Como conciliar a vida de atleta com qualidade de vida?
T.S.: Essa é uma das partes mais complicadas da vida de um atleta. É realmente um esforço grande que tenho que fazer, tentando me apoiar em minha esposa e, se Deus quiser, um dia nos filhos. Isso é o mais importante: a família estar ao seu lado e aceitar o sacrifício desse momento curto da sua vida, em que você está espremendo a laranja para aproveitar o suco durante o resto da sua vida.

Fleury: O que recomenda a crianças e jovens que queiram se dedicar ao esporte competitivo?
T.S.: O que eu digo a eles é: em primeiro lugar, você tem que se divertir. Quando era criança, queria brincar, queria jogar, eu me divertia muito. A paixão pelos esportes não começa com cobrança. Isso não funciona. O que funciona é você ir para a quadra brincar, bater bola o dia inteiro. Com a paixão, surgem os grandes jogadores.

Fleury: Hoje, você ainda sente esse prazer jogando basquete?
T.S.: Com certeza. Se eu não me divertisse em quadra, não estaria mais jogando.

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