Escolha consciente: Para o óleo de cozinha, vai de coco ou de canola? | Revista Fleury Ed. 38

Já está comprovado que uma alimentação balanceada é aquela que inclui todos os tipos de alimentos, respeitando os hábitos e as culturas do indivíduo e sem condenar nenhum grupo alimentar.

Já está comprovado que uma alimentação balanceada é aquela que inclui todos os tipos de alimentos, respeitando os hábitos e as culturas do indivíduo e sem condenar nenhum grupo alimentar. Apesar de terem sido vítimas de preconceito por muito tempo, as gorduras são mais que necessárias. Além de fornecer energia, esse nutriente serve para a formação de diversos hormônios e auxilia na absorção de algumas vitaminas. Estar atento às quantidades é importante: a recomendação é que o valor total de gordura consumida ao longo do dia seja em torno de 15% a 30% do valor energético total, sendo que as gorduras saturadas não devem ultrapassar 10% deste. Comparamos, a seguir, dois óleos que atualmente estão em evidência.

Óleo de coco
É rico em gorduras saturadas (como o ácido láurico), que já foram apontadas como fatores de elevação do “colesterol ruim” (LDL). E atenção: apesar de alguns estudos mostrarem efeitos da utilização do óleo de coco no aumento do “colesterol bom” (HDL), não há indicação de seu uso para tal finalidade. Ainda são necessárias mais pesquisas em humanos para verificar seus efeitos no longo prazo.
O óleo de coco vem sendo indicado em dietas para perda de peso. Porém, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o alimento não deve ser usado para essa finalidade. E, ao contrário do óleo de canola, ele não contém ômega 3.
De sabor característico, promove a sensação de saciedade, como todas as gorduras. A recomendação é de que seja usado em pequenas quantidades e em alimentos in natura ou minimamente processados.
Pode até ser uma alternativa mais natural já que é, em geral, extraído a frio a partir da massa do coco, contudo, não deve ser classificado como um alimento “milagroso”.


Óleo de canola
É rico em gorduras insaturadas, além de ter baixos níveis de gordura saturada. Mas aqui, mais uma vez, vale a regra do bom senso: utilizado de maneira descontrolada, como em frituras, o óleo deixa de ser um aliado e se torna o vilão da boa saúde.
Este não é um alimento indicado como coadjuvante no emagrecimento. O óleo de canola, porém, contém ômega 3 e grandes quantidades de ômega 6, considerados protetores do sistema cardiovascular. Eles podem auxiliar na redução do LDL, quando consumidos em proporções adequadas, com moderação e aliados a uma alimentação saudável.
Seu sabor é leve se comparado aos óleos de soja, milho e girassol, realçando o gosto de alimentos em preparações frias. É mais indicado para cozimento e consumo cru.
Alguns óleos de canola são produzidos a partir de variedades transgênicas. Porém, no Brasil, são usadas apenas variedades geradas por meio de melhoramento genético convencional – ou seja, não há uso de transgênicos. O que conduz a escolha por este ou outro tipo de gordura é o gosto de cada um, além da sugestão de um nutricionista.


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