Exemplo de sustentabilidade | Revista Fleury Ed. 21

Preocupado com a sustentabilidade, o Fleury Medicina e Saúde atua de forma responsável com relação ao meio ambiente. Dentre as muitas atividades do Fleury, uma delas é a realização de exames laboratoriais.

Preocupado com a sustentabilidade, o Fleury Medicina e Saúde atua de forma responsável com relação ao meio ambiente. Dentre as muitas atividades do Fleury, uma delas é a realização de exames laboratoriais. E muitos destes exames acabam gerando resíduos que precisam de descarte apropriado e ambientalmente responsável e correto. “Em um laboratório de análises clínicas são gerados diversos resíduos, como materiais químicos, objetos perfurocortantes e lixo comum”, afirma Maria Teresa Ghiringhello, gerente de Controle de Qualidade Técnica e Processos do Fleury. Por isso, é fundamental seguir as determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que define critérios específicos para o descarte de cada resíduo. “O procedimento para os perfurocortantes, por exemplo, é o descarte em recipientes rígidos e resistentes, geralmente caixas de papelão diferenciadas, para evitar qualquer acidente”, explica Daniel Marques Périgo, gerente de Sustentabilidade do Fleury.

Materiais infectantes são descartados em sacos plásticos de cor branca leitosa, que contém o símbolo que representa esse tipo de resíduo. “Daí em diante, o caminho da coleta e tratamento varia conforme a legislação estabelecida e as alternativas disponíveis em cada município. Na cidade de São Paulo, por exemplo, existem empresas consorciadas que fazem a coleta dos resíduos e levam o material para uma central de tratamento no bairro do Jaguaré, também contratada pelo município, para reduzir o risco de contaminação. Lá os resíduos são triturados, passam pelo processo de desativação eletrotérmica e, por fim, são depositados em aterros sanitários”, completa Périgo. Resíduos químicos também passam por um processo específico: são segregados e depositados em frascos de vidro ou bombonas plásticas, identificadas e acompanhadas por uma ficha que garante sua rastreabilidade até o abrigo de coleta, de onde prosseguem para incineração.

As primeiras ações promovidas pelo Fleury para melhorar o descarte de resíduos datam de 1997, quando foi criado um grupo de gerenciamento que padronizava o procedimento. “Junto com essa preocupação teve início a construção da sede técnico-administrativa no Jabaquara, momento perfeito para criar uma estrutura dedicada ao tratamento dos resíduos”, relembra Daniel Périgo.

Segundo o médico Luiz Carlos da Fonseca e Silva, chefe da Unidade de Tecnologia da Organização em Serviço de Saúde da Anvisa, os problemas causados pelo descarte inadequado de resíduos da área da saúde são muitos, dentre eles a contaminação do solo, lençol freático e rios, e a potencial transmissão de doenças. “No caso do sangue, o laboratório coleta amostras, que são divididas e processadas em equipamentos com produtos químicos. É preciso realizar o correto descarte de todos os materiais envolvidos nessa operação”, afirma Silva.

Na busca por sustentabilidade, o Fleury investe em novos exames e formas de coleta que minimizem a geração de resíduos. Foi desenvolvido pelo Laboratório Central do setor técnico do Jabaquara, em São Paulo (SP), um projeto que reduz o número de tubos de sangue coletados por pessoa, durante um exame. “Foi um passo muito importante para nós e trouxe diversos benefícios. Com esse novo método, o cliente ganha tempo, menos sangue é retirado do corpo para análise, o que traz mais conforto. Além disso, o período de resultado continua sendo o mesmo e também há uma diminuição do material de descarte”, conta Maria Teresa. Com isso, houve redução de 25% dos tubos coletados, o que significa, em números absolutos, 735 mil tubos a menos por ano. Para completar, o setor de Enfermagem consegue otimizar o tempo de atendimento e 7.350 kg de material infectante deixam de ser descartados.

Intertítulo: Outras açõesDesde 1998, o Fleury trabalha a coletiva seletiva. Enquanto produtos recicláveis, como papel, isopor e vidro, são enviados para reciclagem, a metodologia utilizada para o tratamento de resíduos infectantes é a autoclavagem. O procedimento consiste em esterilizar resíduos sólidos infectantes combinando calor, pressão e umidade por tempo prolongado, tornando inativos os microorganismos patogênicos presentes no lixo. Na sequência, esse material é triturado e encaminhado como resíduo comum.

O que permite o funcionamento desse sistema é a licença ambiental obtida por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). “O cuidado é tão grande que em áreas como a microbiologia, todo resíduo é autoclavado diretamente no setor, para evitar circulação do material pelo laboratório”, afirma Périgo.