Medicina em 4 atos | Revista Fleury Ed. 31

Testes genéticos, participação do paciente e tratamentos preventivos estão tornando a ciência mais personalizada e eficiente do que nunca


Testes genéticos, participação do paciente e tratamentos preventivos estão tornando a ciência mais personalizada e eficiente do que nunca

O que você faria se soubesse ter chances de desenvolver uma doença bem antes de surgir qualquer sintoma?

E se você pudesse saber a eficácia e o impacto de cada tratamento de acordo com a sua genética e, assim, escolher o melhor para você antes de ter de testá-los? Não, não se trata de uma trama de ficção científica. E nem de uma sofisticada medicina para pouquíssimos eleitos. A medicina do futuro já chegou e está se tornando cada vez mais acessível.

Impulsionado pelo rápido avanço na genômica, esse modelo, segundo Daniella Kerbauy, diretora médica do Grupo Fleury, é conhecido como os 4 P’s da medicina: personalizada, preventiva, preditiva e participativa. Ou seja, é a forma de nomear a medicina que usa recursos tecnológicos como mapeamento genético, foco na prevenção e a participação ativa do paciente, resultando em um atendimento totalmente personalizado.

A médica sênior do Fleury Medicina e Saúde, Giselle Mello, explica que essa abordagem personalizada se apoia principalmente em mapas genéticos, que indicam como cada organismo responde ao ambiente e a tratamentos. A atual geração de sequenciadores de DNA garante testes mais baratos e com resultados rápidos — e muitos deles já estão disponíveis no Brasil. Resultados que levavam semanas saem em pouco mais de um dia, por exemplo.

O mapeamento do genoma abre caminho também para o desenvolvimento da farmacogenética, com tratamentos específicos e feitos sob medida para cada pessoa — e não mais para cada problema — com compreensão mais plena dos processos biomoleculares das doenças. Em conjunto com testes moleculares que detectam como cada organismo responde a determinado medicamento, é possível oferecer tratamentos altamente personalizados. “Dois pacientes com o mesmo tipo de leucemia podem responder de forma diferente ao mesmo medicamento. E, hoje, já podemos testar para saber qual a melhor escolha para cada um”, explica Daniella.


Essa abordagem é preditiva ao indicar a probabilidade de determinadas doenças se manifestarem. Já é possível prever as chances de desenvolvimento de centenas de doenças, entre elas câncer, Alzheimer, hipertensão e diabetes. No Fleury, há exames moleculares como os de fibrose cística, síndrome de X-Frágil (doença genética causadora de deficiência mental), BRCA 1 e 2 (para câncer de mama e ovário hereditários), ataxia espino-cerebelar e doença de Huntington (doenças neurodegenerativas), além do teste CGH Array, que detecta perdas e ganhos no genoma completo.

Trabalho em conjunto

Com informações e probabilidades mais precisas em mãos, médico e paciente podem tomar decisões conjuntas. O paciente é participativo e tem voz ativa no próprio tratamento. “Hoje, ele é mais informado, tem acesso a muitos dados, e é responsável pelo sucesso do tratamento em muitos casos”, diz Daniella. Ela cita o exemplo do diabetes, em que o paciente se monitora e é responsável por escolhas de estilo de vida, o que tem impacto direto na sua saúde. “O paciente tem de ter voz. O conceito de medicina participativa vem ganhando corpo desde o ano 2000 e é um caminho sem volta”, acredita Giselle.

A prevenção ganha ainda mais importância nesse contexto e passa a ter resultados muito concretos, já que o médico, com a ajuda do próprio paciente, tem mais subsídios para pensar em como vai proceder. “Você olha para o contexto do paciente e pode mudar o futuro dele”, diz Daniella. Seja uma simples mudança de dieta para evitar uma hipertensão, seja jamais fumar — no caso de um paciente com alta probabilidade de desenvolver um câncer de pulmão — ou até mesmo uma mastectomia preventiva, como fez a atriz Angelina Jolie ao descobrir que tinha mais de 80% de chances de desenvolver câncer de mama.

“Além de todos esses benefícios, a nova medicina desonera o sistema e os próprios custos com saúde da pessoa. Muda a trajetória do paciente. Quanto vale evitar uma cegueira por diabetes?”, questiona Daniella. “Com essa abordagem, a cadeia de valores é mais eficiente. Ajuda a ver a saúde de forma menos fragmentada”.

No Fleury, os resultados dos exames são analisados de forma integrada por equipes especializadas. “É fundamental uma equipe médica que saiba interpretar as informações. Se não, você entrega ao paciente algo sem valor”, diz a diretora. “A equipe ajuda a consolidar as centenas de informações médicas num contexto clínico, para oferecer os melhores cuidados a cada pessoa”, finaliza.



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