Medicina preparada para o futuro | Revista Fleury Ed. 30

Com novas descobertas e a promoção de melhores hábitos de saúde, a ciência e a medicina evoluíram para atuar sob medida para uma realidade na qual as pessoas vivem cada vez mais

por Verônica Mambrini

Com novas descobertas e a promoção de melhores hábitos de saúde, a ciência e a medicina evoluíram para atuar sob medida para uma realidade na qual as pessoas vivem cada vez mais

Nos últimos 400 anos, uma revolução ocorreu no conhecimento que ganhamos sobre nosso corpo. Nesse período, o ser humano ganhou décadas de vida, erradicou doenças e, a cada ano, surgem novas formas de diagnosticar mais cedo e melhor. Os novos avanços científicos levam também a tratamentos cada vez mais especializados. No livro O imperador de todos os males - uma biografia do câncer, o oncologista Siddartha Mukherjee recapitula como o olhar científico e médico aprendeu a identificar o câncer e as muitas fases pelas quais essa doença já passou. Ele discute uma doença específica, mas a forma de evoluir na luta contra ela vale para a medicina como um todo.

Foram vários os elementos que levaram a essa revolução, que ainda está em curso: desde o descobrimento da célula e de como ela funciona, até terapias usando radiologia e tratamentos químicos, incluindo as interações entre o funcionamento do corpo e de doenças no nível molecular, que permitem tratamentos desenvolvidos especificamente para atuar nessas chaves químicas. Cada década teve avanços que salvaram milhares de vidas. Diversas doenças infecciosas passaram a ser prevenidas com vacinação: tuberculose, sarampo, varíola e poliomielite, por exemplo, foram praticamente erradicadas em muitas partes do mundo. “Nas décadas de 1950 e 1960, a mortalidade infantil era alta. O conhecimento clínico aumentou, permitindo diferenciar doenças com sintomas parecidos, como rubéola de sarampo, por exemplo, e criar vacinas específicas”, explica Celso Granato, infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury.

Além disso, a prevenção começa cada vez mais cedo, muitas vezes bem antes de a doença aparecer. Maria de Lourdes Chauffaille, coordenadora médica do Fleury Medicina e Saúde, lembra que hoje comemos melhor e temos hábitos sanitários mais saudáveis. Vamos ao médico e fazemos exames de rotina com maior frequência. Também se tratam doenças menos sérias antes que elas se tornem graves ou evoluam para outras cuja cura é mais complicada. “Com relação a cáries, como um jovem hoje vai chegar à velhice? Certamente sem cáries. Essa geração faz exercícios, escova os dentes e se cuida de tal forma que evita doenças crônicas como a pressão alta. Vai chegar melhor à maturidade”, exemplifica. “A informação está muito mais disponível para todo mundo, em todas as fases da vida.”

Diagnóstico
Celso Granato lembra que o diagnóstico também evoluiu rápido. “Até mais ou menos 40 anos, havia muitos sintomas que podiam ser abrigados num guarda-chuva impreciso, da ‘virose’. Hoje, com técnicas moleculares, é possível detectar o DNA ou RNA do agente que está causando uma infecção”, explica. “Dá para diagnosticar uma gripe em duas horas, o que pode ser crucial para salvar a vida de um paciente com sistema imunológico debilitado”, diz. Assim, as estratégias de tratamento são muito mais precisas.

Outra facilidade é o acesso mais amplo a diagnósticos. Testes laboratoriais que na década de 1980 eram feitos à mão, analisando manualmente lâminas de sangue, hoje são automatizados. “Se antes um técnico dava conta de processar vinte exames por dia, hoje a automatização permite fazer cem hemogramas  por hora, por equipamento, de forma mais precisa e sem erros humanos”, diz Chaufaille.

Diagnósticos integrados, com análise conjunta de resultados, também aumentam a precisão e melhoram a qualidade da informação que chega às mãos do médico que fará o diagnóstico. Isso não quer dizer, contudo, que ficamos livres da doença: surgem novos desafios, como as doenças da senilidade, mais frequentes na terceira idade. Quem deixa de morrer jovem por uma doença infecciosa está sujeito a outras doenças em outra fase da vida. “Isso leva a um novo ciclo de diagnósticos, prevenções e tratamento”, diz Chauffaille.

Com o envelhecimento da população, a forma de encarar determinadas doenças muda. “Doenças crônicas são uma regra no envelhecimento. Com mais pessoas chegando à terceira idade, a preocupação é fazer um bom gerenciamento de doenças que existam e garantir que a pessoa continue independente”, explica o geriatra Nelson Carvalhaes Neto, do Fleury Medicina e Saúde. A Doença de Alzheimer, por exemplo, torna-se mais frequente na medida em que as populações envelhecem. E hoje já existe medicação que retarda o avanço dela. “Já sabemos exatamente o que causa a lesão, falta desenvolver o remédio que leve à cura”, exemplifica Carvalhaes. Mesmo com muitos novos desafios pela frente, uma coisa é certa: com o avanço voraz da ciência, a medicina faz a balança pender cada vez mais para o lado da saúde e da qualidade de vida.

“Com mais pessoas chegando à terceira idade, a preocupação é fazer um bom gerenciamento de doenças que existam e garantir que a pessoa continue independente”
Nelson Carvalhaes Neto, geriatra.

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