Nos próximos meses, respire tranquilo | Revista Fleury Ed. 19

Com a chegada do outono e das temperaturas mais baixas, gripes e resfriados tornam-se mais frequentes. Entenda a diferença entre essas doenças e saiba como preservar sua saúde nos próximos meses


Com a chegada do outono e das temperaturas mais baixas, gripes e resfriados tornam-se mais frequentes. Entenda a diferença entre essas doenças e saiba como preservar sua saúde nos próximos meses

Hoje, com as enormes mudanças climáticas do planeta, está cada vez mais difícil atravessar algumas estações do ano, principalmente as mais frias, sem se deixar abater com um resfriado ou uma gripe. Primeiro surge aquela sensação de cansaço, uma indisposição para realizar tarefas, os músculos doem, a cabeça pesa, a temperatura sobe e o nariz começa a escorrer. Às vezes, a garganta também inflama. Por isso, com a queda das temperaturas que ocorrerá nas próximos meses, a melhor receita para enfrentar o risco de adquirir essas infecções é se informar, adotar medidas preventivas, como a vacinação, e seguir cuidados rigorosos de higiene.

Apesar de frequentemente serem considerados sinônimos, gripe e resfriado não são a mesma doença. São duas infecções virais, mas, enquanto diferentes tipos de vírus provocam os resfriados, as gripes são causadas sempre pelo grupo de vírus denominado influenza, que tem grande capacidade de se transformar por meio de um processo biológico denominado mutação. De acordo com Celso Granato, infectologista do Fleury, outra importante diferença entre resfriado e gripe são os sintomas que provocam. “Ambos podem causar sensação de mal-estar, cansaço, indisposição, dores musculares, cabeça pesada, febre, coriza e dor de garganta, mas na gripe os efeitos são mais intensos e duradouros”, explica o médico. “Enquanto o resfriado geralmente não impede a realização das tarefas no dia a dia, a gripe é capaz de deixar o doente de cama”, ele complementa. “O influenza, conjunto de vírus que provoca as gripes, é altamente contagioso, pois está em constante mutação e se propaga com mais rapidez que os vírus do resfriado comum. Seus efeitos podem ir além dos sintomas básicos, levando a complicações como sinusite e pneumonia”, reforça Granato.

E não são apenas as baixas temperaturas que ajudam na disseminação destas doenças, mas também o baixo teor de umidade do ar, que facilita a transmissão. Um exemplo disso é o ar-condicionado. O aparelho pode secar o ar a ponto de criar um ambiente que propaga o vírus, pois provoca o ressecamento da camada superficial e úmida das vias aéreas – a mucosa –, desde o nariz até as regiões próximas ao pulmão.

Granato ressalta que muitos casos de gripe poderiam ser evitados com a vacinação anual, principalmente em idosos, que são mais sensíveis às complicações da doença. “A vacina não garante proteção total, já que é feita com os vírus mais circulantes no ano, não abrangendo todos os vírus da gripe, mas certamente ameniza a atuação dele”, conclui a infectologista Nancy Bellei, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, a imunização efetiva – com a produção dos anticorpos protetores – ocorre cerca de duas semanas após a vacinação.

Além dos resfriados e das gripes que ocorrem em determinadas épocas do ano, existe um tipo específico de gripe que, desde o ano passado, vem exigindo medidas mais rígidas de prevenção e controle: é a chamada gripe A – causada pelo vírus Influenza H1N1 –, também conhecida como suína. Seu diferencial está no fato de afetar mais frequentemente adultos jovens do que crianças e idosos e de poder provocar complicações infecciosas nos pulmões, que podem ser muito graves.

Para combater a disseminação do vírus, principalmente no outono e no inverno, o Ministério da Saúde desenvolveu um cronograma de ações especiais para também reduzir o número de casos graves e óbitos pela doença. Mesmo assim, é importante ressaltar que a situação agora é diferente da que ocorreu em 2009. “É de se esperar que tenhamos momentos em que a ocorrência dos casos de gripe suína aumente, mas agora temos mais experiência em lidar com a infecção, além das medidas profiláticas”, afirma Nancy. A médica explica que a vacinação, conforme as orientações do Ministério da Saúde, é a medida mais eficaz para diminuir a propagação do vírus H1N1 e, consequentemente, contra o aumento do número de casos da doença.

A vacinação contra a gripe suína já foi testada durante o inverno nos habitantes do hemisfério Norte, e ajudou a controlar o número de casos da doença tanto na América do Norte quanto na Europa. Nos Estados Unidos, país que adquiriu cerca de 90 milhões de doses da vacina, houve cerca de 4 mil mortes provocada pela doença em 2009. No Brasil, a vacinação promovida pelo governo federal será voltada estrategicamente para os grupos com maior risco de ser acometidos pela doença: trabalhadores da rede de atenção à saúde, indígenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e obesidade mórbida, crianças de 6 meses a 2 anos e adultos de 20 a 29 anos de idade. No entanto, paralelamente à campanha de imunização oficial do governo, a vacina contra a gripe suína também estará disponível em clínicas e laboratórios especializados em imunizações. Os indivíduos com maior risco de adquirir a gripe devem ser vacinados o quanto antes. Há poucas contraindicações para o procedimento, e a principal delas é ter tido alguma reação alérgica grave, no passado, após aplicação da vacina e devido ao consumo de ovo. Gestantes e imunossuprimidos podem e devem tomar. Os efeitos colaterais continuam os mesmos: dor e calor no local da aplicação, que são geralmente de curta duração. Sensação de mal-estar, dores musculares e até febre baixa podem ocorrer.

Invista na prevenção

Seja para prevenir as gripes sazonais, que acometem a população todos os anos, ou para evitar o contágio especificamente da gripe suína, que despertou mais cuidados no último inverno, é muito importante adotar medidas básicas, além da vacinação. Em primeiro lugar, tente limitar seu contato com pessoas gripadas, e evite tocar em objetos manuseados por elas. Se estiver resfriado ou gripado, use lenços de papel descartáveis para assoar o nariz e lave as mãos com frequência. Procure manter a umidade do ar nos ambientes em níveis adequados; beba bastante líquido e mantenha uma alimentação saudável para reforçar seu sistema imunológico.

Em caso de febre, beba muito líquido para evitar a desidratação causada pelo suor em excesso e prefira um bom banho com água morna. Isso pode ajudar a reduzir a temperatura do corpo. Todos devem evitar o uso de medicamentos sem orientação médica, especialmente mulheres grávidas e crianças. “Se os sintomas não começarem a diminuir em 72 horas, procure imediatamente um médico. É ele quem fará o melhor diagnóstico e indicará a melhor conduta”, orienta Granato. Adotando esses cuidados, é possível enfrentar de forma adequada a infecção por esse vírus que fica à espreita de organismos desprotegidos para se instalar e derrubar os ânimos de qualquer um.
Fleury desenvolve teste para H1N1
O Fleury foi a primeira instituição privada no Brasil a desenvolver o teste para detecção do vírus Influenza A H1N1. O teste pôde detectar a maior frequência da gripe A em jovens e a diminuição do número de casos da doença, do meio para o final do ano passado – tendência confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste ano, a vacina oferecida pelo Fleury contra a gripe combina o H1N1 com outros vírus sazonais. Como nos outros anos, estará disponível para todos, a partir dos 6 meses de vida, sem outros limites de faixa etária.



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