Plantando o futuro | Revista Fleury Ed. 14

Aos 84 anos, Caetano Becari não se cansa de admirar a natureza. E quer ensinar a outras pessoas o valor que tem cada planta.

“Sou de um tempo em que tirávamos da terra a nossa sobrevivência. Plantávamos cereais e legumes, além das árvores frutíferas. Nasci no interior de São Paulo e criávamos porco, boi e vaca. O carro de boi era o meio de transporte e a comida era feita no fogão à lenha. Fui criado no meio do mato, comendo fruta do campo e brincando com cachorros. Foi nessa época que aprendi a fazer enxertos e tratar árvores frutíferas: laranja-lima, limão galego, mexerica, uva, acerola, abacate, jabuticaba. A gente tinha que usar os recursos naturais para fertilizar a terra.

Se você entende que todos dependem da natureza, você a trata bem. As gerações atuais perderam essa percepção, porque tudo vem pronto e industrializado. Por isso, meu objetivo é tentar levar essa vivência para elas, tentando mostrar que o contato com a natureza pode unir pais e filhos. Foi isso que aprendi com meu pai, e que venho praticando durante toda a minha vida.

Aos 19 anos, vim para São Paulo. Entrei para a Aeronáutica e me formei na Escola Técnica de Aviação. Trabalhei a vida toda como especialista em hidráulica. Trabalhei inclusive nos aviões que voltavam da Itália, na época da guerra. Mas a paixão pelas árvores e pela natureza sempre esteve presente em minha vida. A casa onde moro, em Moema, na zona sul de São Paulo, foi comprada em 1963, quando o bairro ainda era formado de ruas de terra e postes de madeira. Ainda não tinha shopping, nem prédios. Construí meu quintal e plantei meu pomar, que cultivo até hoje. Tenho dois pés de caqui, que foram plantados quando meus filhos nasceram. Em casa são palmeiras, mangueiras, pés de acerola, entre outras. Cuido delas diariamente. As plantas são motivo de satisfação na minha vida. São o meu bem-estar. Cuidar delas é, para mim, um ato de saúde.

A partir de 1992, quando me aposentei, voltei para a Aeronáutica como voluntário. Meu objetivo era plantar árvores frutíferas. Foi a decisão de me ocupar na velhice com aquilo que aprendi na infância. Já plantei mais de 700 árvores frutíferas. Também comecei a fazer palestras em escolas. Nelas, falo sobre o valor da terra, da plantação e do trabalho do agricultor. Selecionar a semente, preparar a terra, plantar e tratar desse pé, fazendo com que ele floresça e produza seus frutos, para então colhê-los. Tento mostrar a trajetória desse alimento para crianças e adultos que moram na cidade, para que aprendam a sentir gratidão por tudo isso que aconteceu.”

Caetano Becari tem 84 anos, dois filhos e é aposentado. Atualmente, é um ativista ecológico.

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