Por que cuidar da saúde? | Revista Fleury Ed. 18

A cirurgia bariátrica é a esperança de muita gente que precisa emagrecer. Mas ela só é realizada em último caso, e exige das pessoas uma reeducação geral

Quem tem filhos – e talvez quem também não tem – já ouviu algu­ma vez uma música chamada “Meus oito anos”, de Paula Toller. Nela, a letrista fala das dúvidas do pequeno Gabriel, seu filho. “Por que a gente espirra? Por que as unhas crescem? Por que o sangue corre?” são algumas das perguntas que o menino deve ter feito – e que tanto fizeram a mãe refletir. Aproveitar a curiosidade infantil para conver­sar sobre os cuidados com a saúde é importante desde o começo da vida.

Quando ainda são bebês, os pequenos vão ao pediatra com frequência: as consultas cos­tumam ser mensais e as vacinas também. Ao entrar na escola e ter o primeiro contato com várias outras crianças, as infecções respirató­rias podem ficar mais frequentes. Nesse mo­mento, a família recorre a seu pediatra ou aos pronto-socorros. E então é preciso começar a explicar às crianças o que está acontecendo: o tempo na sala de espera, a possibilidade de to­mar uma injeção – isso tudo deixa as crianças e a maioria dos pais muito receosos. Do lado dos serviços e dos profissionais de saúde, um ambiente mais lúdico, uma abordagem voltada para esse público, uma conversa calma e sin­cera com a criança, sempre com a presença dos pais, e até mesmo a oferta de pequenos brin­quedos educativos têm transformado o que era medo e ansiedade em promoção de saúde. “Tão importante quanto isso é lidar com o estresse dos pais. Conseguindo quebrar essa primeira barreira, tudo fica mais fácil”, afirma o psicó­logo do Programa de Gestão de Doenças Crôni­cas do Fleury, Thiago Pavin.

E, para lidar com crianças, sinceridade é a palavra-chave. A sinceridade dos pais e dos profissionais é muito importante nesse primei­ro contato: é preciso explicar o que vai acon­tecer, sempre de maneira lúdica e com termos do universo infantil. Cabe lembrar que um dos principais fatores que motivam a ansiedade e o estresse é a situação desconhecida para a crian­ça – não entender o que está acontecendo, não saber o que pode acontecer. Por isso, é extre­mamente importante identificar os medos da criança em relação aos procedimentos médicos e, com base nisso, modificá-los por meio da in­formação e da explicação.

O que vai acontecer agora?
“O que ela acredita que será realizado? O que ela acha que vai acontecer com ela? Existiria al­guém para ajudá-la a sair dessa situação ruim? Como o medo nas crianças acontece pelo desco­nhecido, o que resulta em uma exacerbação da fantasia negativa, elas interpretam como algo ruim que poderá lhes acontecer. Por isso, quan­to mais expusermos a criança a esse ambiente, levando-a a conhecê-lo, e quanto mais oferecer­mos informações detalhadas sobre os procedi­mentos, ela terá melhores condições de avaliar como poderá agir”, afirma a psicóloga Fernan­da Elpes Nakao, coordenadora e professora do Centro de Terapia Cognitiva Veda e membro da Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva (ABPC). “Ao diminuir os elementos desconhe­cidos e corrigir as distorções de pensamento, deixando-os mais funcionais, conseguimos amenizar o medo da criança”, ressalta ela.

Entretanto, esse diálogo, para ser efetivo, precisa estar adequado ao universo da crian­ça, em uma linguagem clara e acessível. “Se a criança vai tirar sangue, dizemos a ela que será uma picada, como de uma formiga, e que ela vai aguentar, como um super-herói de que ela goste aguentaria”, orienta Pavin. Ou seja, aquela fa­mosa frase “não vai doer nada”, muito repetida em tempos antigos, não é um bom recurso. “Se o pai diz para o filho que não vai doer nada, e dói, a criança perde a confiança, se sente enga­nada e terá uma ansiedade ainda maior na pró­xima vez em que precisar fazer uma consulta ou algum procedimento médico”, explica o psicó­logo. “Os pais não devem mentir, mas explicar a situação de maneira simples, para que a criança possa compreender. Preparar a criança para a dor e deixar a mãe ou o pai por perto é o mais indicado”, complementa.

Ambiente lúdico
Além disso, é interessante que o local – con­sultório, sala de recepção ou quarto de hospital – seja adaptado para o universo infantil. Paredes coloridas, com desenhos e imagens, e brinque­dos educativos à disposição das crianças tornam o espaço mais acolhedor, e a criança se sentirá mais à vontade, sem tanto desconforto. “O es­paço deve ser acolhedor, alegre e com estímulos que possam distrair a criança, como brinquedos, jogos, livros”, salienta Nakao.

Alguns hospitais utilizam bonecos para expli­car passo a passo os procedimentos e tratamen­tos, deixando a criança manipular os objetos uti­lizados. Todas as técnicas que serão realizadas na criança são demonstradas antes em uma boneca, com materiais similares aos de verdade, como esparadrapo, agulha de plástico, sonda e cateter. A própria criança pode manipular o brinquedo. “Outras instituições criam bibliotecas com livros ligados ao tema, com personagens principais que tinham medo de doença ou do médico e o que fizeram para perder o medo, como, por exemplo, os livros Samba Lelê tá doente, Dona Dor me vi­sitou, Tenho medo, mas dou um jeito...”, conta a psicóloga. Ela diz ainda que há profissionais que, além desses recursos, empregam técnicas de relaxamento com a criança, usando músicas e exercícios respiratórios.

Fleury: espaços voltados para criançasDiversas unidades do Fleury contam com um setor infantil adequado para receber as crianças. “Elas ganham um folheto com lápis para desenhar enquanto aguardam sua vez”, revela Maria Cláudia Fernandes Neves, diretora de Atendimento do Fleury. “Na saída, quando vão para o espaço do café, recebem uma lancheirinha com alimentos saudáveis para levarem para casa”, revela. A estratégia, segundo ela, faz tanto sucesso, que muitas crianças levam a lancheira para a escola, a fim de mostrar aos amigos que foram corajosas e fizeram um exame. Além do treinamento específico para os profissionais que vão atender crianças, o Fleury conta com diferenciais como um tubo menor para a retirada de sangue de crianças. Isso torna a coleta mais rápida. “O propósito de todas essas estratégias vai além de permitir que a experiência no ambiente médico seja mais leve e divertida, reduzindo o medo, a ansiedade e o estresse. Queremos ensinar às crianças a importância da promoção da saúde”, finaliza Neves.

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