Pulmão protegido | Revista Fleury Ed. 24

Como amenizar os efeitos da poluição sobre a saúde

Como amenizar os efeitos da poluição sobre a saúde

O Brasil é o 44º país com maior índice médio de poluição atmosférica, segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS). As duas maiores metrópoles brasileiras apresentam níveis alarmantes de poluentes no ar. O Rio de Janeiro ocupa a 144ª colocação entre as cidades mais poluídas, com índice de 64 microgramas de material particulado a cada m³ de ar – três vezes superior ao recomendado pela OMS. São Paulo apresenta 38 microgramas por m3 de ar. Não há dúvidas de que esses dados são preocupantes. Porém, para a maior parte da população, a questão fica em segundo plano diante de tantos outros problemas dos centros urbanos.

Mas os efeitos da exposição do organismo a substâncias como monóxido de carbono, ozônio, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre merecem atenção. Respirar o ar poluído contribui para o agravamento de doenças como asma, bronquite crônica e rinite alérgica, especialmente em idosos e crianças. Gestantes expostas à poluição têm mais chances de ter filhos com problemas respiratórios. A poluição também afeta o sistema reprodutivo – pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) indica que, em lugares mais poluídos, nascem menos meninos. Como as partículas menores do ar caem na corrente sanguínea, o sistema cardiovascular é atingido, aumentando a ocorrência de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

“Os efeitos da exposição ao ar poluído são comparáveis aos do cigarro, em menor escala”, diz o médico Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da FMUSP. O alcance desses danos aos habitantes de São Paulo foi alvo de estudo do laboratório publicado no New England Journal of Medicine. A pesquisa apontou que os poluentes são responsáveis por uma redução de três anos na expectativa de vida na capital paulista.

“Para mudar esse quadro, precisamos de ações públicas de grande alcance”, diz o pneumologista João Marcos Salge, coordenador do relatório integrado em pneumologia do Fleury Medicina e Saúde. “É preciso mudar a cultura da cidade”, completa Saldiva. Ainda assim, ações individuais podem ajudar a reduzir os efeitos da poluição. Veja algumas dicas.

Mude a rota e o horário
Mude o caminho para o trabalho e circule fora dos horários de pico. Nas cidades, a maior fonte de poluição é a emissão veicular. Na dúvida, fique longe das avenidas. “A menos de 100 metros das avenidas, o risco de adoecimento é maior”, diz Saldiva. Trafegue com os vidros fechados e com o ar-condicionado ligado, que deve estar com os filtros em ordem.

Escolha onde se exercitar
Nos dias mais secos, evite a prática de exercícios físicos entre 10h e 16h. “Ao nos exercitarmos, respiramos mais para dar conta do maior consumo de oxigênio e expomos mais os pulmões aos poluentes”, diz Salge. Evite se exercitar em avenidas movimentadas e prefira os parques – quanto mais para dentro do parque, melhor, para aproveitar o “filtro” das árvores. “Vale a pena se deslocar um pouco mais para conseguir um ar de melhor qualidade”, diz o pneumologista Luiz Fernando Ferraz da Silva, professor da FMUSP. Academias com controle da qualidade do ar também valem. Proteger o nariz com panos ou máscaras, porém, pode piorar. “Precisamos das vias aéreas livres”, reforça Silva.

Beba muita água
Beba ainda mais água durante os dias mais secos. A hidratação ajuda a mucosa das vias aéreas superiores a minimizar os efeitos da poluição. A proteção se estende especialmente aos danos causados pelas micropartículas ao sistema cardiovascular.

Mantenha o ambiente úmido
Umedecer o ar ajuda. O jeito mais simples é manter uma bacia com água no ambiente ou toalhas molhadas. Umidificadores pedem mais cuidados. É preciso limpar o reservatório de duas a três vezes por semana. “Não pode só acrescentar água, porque ali proliferam fungos”, alerta Silva. Cuidado também para não umedecer demais o ambiente. “Basta usar apenas entre 10h e 16h”, diz Saldiva.

Evite o cigarro
Quando um fumante está exposto à poluição do ar, os malefícios se somam, no mínimo. “Eles também se potencializam, porque o organismo já está fragilizado por um dos fatores”, diz Silva. Se não conseguir ficar longe do cigarro, tente fumar menos nos dias mais críticos.

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