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Questão de química | Revista Fleury Ed. 19

As alterações dos hormônios sexuais na fase adulta eram um assunto quase exclusivo do universo feminino.

As alterações dos hormônios sexuais na fase adulta eram um assunto quase exclusivo do universo feminino. No entanto, com a melhor atenção à saúde e o aumento da expectativa de vida, os homens passaram a conhecer essas mudanças e, assim, enfrentar melhor alguns desses problemas. Um deles é o que a ciência chama de Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), também conhecido como hipogonadismo senil. Trata-se de uma alteração hormonal que afeta os níveis de testosterona e vem ganhando tratamentos eficazes, graças aos avanços da ciência.

No amadurecimento do menino, a testosterona passa a ser produzida em grandes quantidades a partir da puberdade, e isso define as características particulares do homem, como crescimento de pelos, a mudança na voz e o desenvolvimento dos órgãos genitais. No entanto, após os 40 anos de idade, começa a ocorrer uma diminuição gradual e natural da testosterona no organismo masculino de cerca de 1% ao ano. Com essa queda, alguns homens podem ser afetados por um conjunto de sintomas que, somados, costumam provocar a perda da vitalidade em geral.

De acordo com o urologista José Carlos Ibanhez Truzzi, médico responsável pela área de Urologia do Fleury Medicina e Saúde, ao contrário da mulher, não existe uma interrupção da produção de hormônios nos homens. “É um distúrbio bastante frequente, que afeta 15% dos homens acima de 40 anos. Essa disfunção ocorre com o passar do tempo, da fase adulta para a maturidade”, explica. Segundo o médico, o maior impacto do distúrbio é a diminuição da libido, que interfere diretamente na vida sexual. “Outros sintomas são fadiga física intensa e possibilidade de osteoporose”, complementa.

A melhor forma de manter-se saudável, nestes casos, é apostar na prevenção. Com ela, o diagnóstico da disfunção pode ocorrer precocemente. Nesse caso, a avaliação e a conduta criteriosas do médico especialista podem trazer benefícios significativos como a melhora da função erétil, do humor e da disposição física, além de proporcionar sensação de bem-estar, aumentar a massa muscular e a força óssea. “É importante o homem passar por uma avaliação completa antes de iniciar qualquer reposição do hormônio, pois alguns sintomas podem ser decorrentes de estados depressivos, alterações neurológicas ou vasculares, e não necessariamente da baixa dosagem de testosterona”, explica Archimedes Nardozza, presidente da seção paulista da Sociedade Brasileira de Urologia.

Sintomas do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM)
Diminuição da libido
Alteração no humor, diminuição da atividade
Intelectual e depressão
Diminuição da massa muscular
Diminuição dos pelos e alterações na pele
Diminuição da densidade mineral óssea, resultando em osteopenia e osteoporose
Ganho de peso