RT-PCR e seus protocolos

O método RT-PCR tem sido utilizado em diversos países como uma das principais formas de diagnosticar a COVID-19. No dia 26 de fevereiro, o Brasil teve seu primeiro caso de COVID-19 confirmado por meio desta metodologia, que identifica o vírus no organismo através da análise de uma amostra de secreção respiratória e é o mais utilizado e recomendado para a detecção do vírus em pacientes sintomáticos.

Para diagnosticar a COVID-19 a partir do exame RT-PCR, já existem vários protocolos validados pela Organização Mundial da Saúde. Os protocolos estabelecem processos de realização do RT-PCR e utilizam, como alvos, diferentes genes para detecção do SARS-CoV-2. No Brasil, o protocolo Charité tornou-se bastante popular por ser o protocolo inicialmente sugerido pelo Ministério da Saúde e utiliza como alvo os genes N, E e RdRP.

Estudos apontam que os protocolos são equivalentes entre si, ou seja, não existe evidência de que um deles é mais específico ou sensível em relação a outro. No entanto, os laboratórios que realizam o exame são responsáveis por escolher e ajustar o protocolo de acordo com suas condições técnicas e de processo.

É justamente por conta desta definição e ajuste que o desempenho do teste varia de um laboratório para outro. No Fleury, temos atualmente validados os protocolos Charité (Alemanha) e o do CDC (Estados Unidos), além disso, também são aplicadas combinações desses protocolos para obtenção de maior acurácia e confirmação de resultados de forma cada vez mais assertiva.

RT-PCR
no Fleury
Sensibilidade
Especificidade

Sensibilidade analítica: limite de detecção de 100 cópias/mL.

A sensibilidade clínica é variável conforme o dia da coleta em relação ao início da infecção, tipo de amostra, manifestações clínicas do paciente e qualidade pré-técnica da amostra.

Raspado (swab) nasofaríngeo: pico de sensibilidade no 4º dia. 

 Escarro/Secreção traqueal: pico de sensibilidade no 11º dia

Sondas utilizadas são específicas para SARS-COV-2, não havendo detecção cruzada de outros coronavírus.

 Dados de validação interna Fleury: especificidade = 100%


Após a obtenção do pedido médico solicitando a realização do exame RT-PCR para COVID-19, é importante consultar o seu laboratório para avaliar se este utiliza um protocolo validado pela Organização Mundial da Saúde e quais são suas taxas de sensibilidade e especificidade.

Nos próximos dias traremos mais informações sobre sensibilidade e especificidade e porque isso é tão importante para obtenção de um diagnóstico conclusivo. Fique ligado!


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