Saúde real, mundo virtual | Revista Fleury Ed. 29

Sites, comunidades e fóruns da internet podem ser grandes aliados de quem busca se informar sobre saúde e bem-estar

Sites, comunidades e fóruns da internet podem ser grandes aliados de quem busca se informar sobre saúde e bem-estar
Por Ana Karla Rodrigues

Foi a internet que deu os primeiros insumos para que a escritora Erivane Alencar Moreno descobrisse a doença que afligia sua filha Amanda, de 7 anos. Em seus dois primeiros anos, a criança sentia-se mal ao comer alimentos que contivessem glúten em sua composição. Desconfiada, Erivane a levou a vários gastroenterologistas sem, no entanto, conseguir um diagnóstico certeiro.

Foi apenas quando acessou um site dedicado a portadores de doença celíaca que as coisas se esclareceram. “Os sintomas descritos ali eram exatamente os que minha filha apresentava. Depois disso, a levei a um gastroenterologista especializado nessa condição, fizemos os exames e eles confirmaram o diagnóstico.”

Além de participar do site www.riosemgluten.com, Erivane é atuante em várias comunidades, como a Viva Sem Glúten, no Facebook, uma das mais antigas e que atualmente conta com mais de 17 mil membros. Por meio desse grupo, a escritora tira dúvidas com outros celíacos, troca sugestões sobre restaurantes onde é possível comer alimentos seguros e se atualiza sobre produtos industrializados contaminados por glúten, além de obter receitas. Ela mantém também um blog www.soucriancaceliaca.blogspot.com.br, onde conta sua experiência e troca informações com outros pais de crianças celíacas.

Histórias como a de Erivane mostram que o ato de buscar e compartilhar questões de saúde e bem-estar na internet não é apenas algo mais comum a cada dia, mas um hábito que também amplia a sensação de que ninguém, em lugar algum, está sozinho – há, em toda a parte, uma rede de pessoas dispostas a trocar experiências que, se não garantem soluções, trazem ao menos um pouco mais de conforto.

Para uma maternidade mais tranquila

Quando começou a se preparar para ser mãe, a diretora de marketing Angélica Ianelli, de 38 anos, encontrou na internet uma grande aliada para saber mais sobre fertilidade e métodos alternativos. Das revistas científicas e sites de especialistas do período pré-gravidez, ela migrou para outros específicos quando soube que seria mãe de trigêmeos. “Assim que engravidei, o site que mais me ajudou foi o Baby Center, mas depois passei a querer trocar ideias com outras grávidas e mães. Foi aí que as comunidades em redes sociais entraram com mais força na minha vida,” conta.
Nesses ambientes virtuais, Angélica teve acesso a sugestões fundamentais para a nova fase da vida. “Como ser mãe de múltiplos é uma experiência diferente, as dicas que eu tirei de lá realmente foram muito importantes, como, por exemplo, ter no mínimo dois carrinhos – um de gêmeos e outro solto –, para, quando eu precisasse me deslocar só com um bebê, não precisar levar o carrinho duplo ou triplo”, explica a mãe de Maria Carolina, Rafael e Fernando, de 2 anos e 1 mês.

Angélica, o marido Carlos e os três filhos estão de mudança para outra cidade, e as comunidades da internet têm sido essenciais nessa nova etapa. “Fiz pelo menos três novas amigas nesse processo, que estão me ajudando não só com a questão das crianças, mas com informações básicas sobre a cidade, hospitais, médicos, planos de saúde, escolas, condomínios para morar, fornecedores de serviço de mão de obra. Elas me ajudam com tudo.”

Para treinar melhor
Comunidades sobre fitness, artes marciais e musculação fazem parte da vida do webdesigner João Eugênio dos Santos Neto, de 37 anos, desde os primeiros anos da internet no Brasil. Praticante de caratê e jiu-jítsu há 16 anos, ele começou a trocar experiências a respeito de treinos em 2004, quando participava de um fórum sobre cultura oriental no Orkut, onde criou um tópico sobre dicas de treino e alimentação e teve um retorno bastante positivo.

A partir daí, o webdesigner entrou em outras comunidades relacionadas a treinos de musculação. “Era uma época mais complicada, havia poucas pessoas participando e o sistema de fóruns era instável demais, afastando novos usuários. Tudo melhorou muito com a vinda das novas redes sociais e do YouTube”, analisa. João acredita que as comunidades e fóruns sobre esses temas dão a possibilidade de trocas e até de amizades – ele conta ter marcado treinamentos e corridas por meio desses grupos –, mas alerta para a confiabilidade do que é publicado. “Muita gente publica coisas sem saber na internet. Por isso, se for entrar em comunidades, preste atenção em quem posta, se o que a pessoa fala tem embasamento, se ela é antiga na comunidade. Tudo isso conta”, aconselha. Para quem está começando, a dica é procurar um bom profissional antes de tudo. “Treinar de modo errado é muito perigoso e pode colocar sua saúde em risco.”

Doutor Google

Um estudo realizado pelo portal Minha Vida com 220 médicos brasileiros mostrou que eles convivem bem com as informações apresentadas pelo “Dr. Google” a seus pacientes, antes mesmo de uma consulta com o próprio especialista. De acordo com os dados de Retrato do Médico na Internet 2013, 97% dos profissionais de medicina acham normal o comportamento das pessoas que utilizam o buscador mais popular do mundo para pesquisas prévias sobre sintomas e possíveis condições. Entretanto, dentro desse cenário, 26% não confiam no “diagnóstico digital” relatado pelos pacientes. Apenas 2% dos profissionais sentem-se desconfortáveis com as consultas online.

“A internet pode dar algumas pistas iniciais, mas não pode substituir o diagnóstico de um profissional de medicina”, ressalta o médico Lory Dean Couto de Brito, do Fleury Medicina e Saúde. “Muitas vezes o paciente se alarma em excesso. Por isso, é importante filtrar a informação, consultando sites confiáveis.”

Convidamos o médico Lory Dean Couto de Brito, do Fleury Medicina e Saúde, para indicar fontes confiáveis sobre saúde e bem-estar. “São sites que trazem informações para o público geral e para pacientes que tenham uma doença específica e queiram se aprofundar no tema”, explica. Confira a lista a seguir.

Associações de Pacientes

Instituto Nacional do Câncer (Inca)
www.inca.gov.br

Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra)
www.acelbra.org.br/2004

Associação Amigos do Coração
www.amigosdocoracao.org.br

Para o público em geral

Medicinanet
www.medicinanet.com.br

Conselho Federal de Medicina (CFM)
www.portal.cfm.org.br

Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp)
www.cremesp.org.br

Internacionais

Medscape
www.medscape.org

eMedicine Health
www.emedicinehealth.com

História de sucesso

Criado em 2004, o Minha Vida é o maior portal de saúde e bem-estar do Brasil. A ideia de criar esse canal surgiu da experiência de seu fundador e CEO, o empresário Daniel Wjuniski, que foi diagnosticado com a doença de Crohn, uma enfermidade do trato intestinal. Ao procurar informações em português sobre a condição, não teve muito sucesso. “Quando fui atrás de informações, não encontrei nada em português e recorri a sites norte-americanos, que até hoje servem de inspiração para o Minha Vida. Nosso objetivo sempre foi o de democratizar informações de saúde e bem-estar para a população brasileira”, conta Daniel. Em 2013, de um universo de 76 milhões de pessoas, oito em cada dez internautas passaram pelo Minha Vida. O portal possui mais de 18 milhões de pessoas cadastradas e uma rede colaborativa com mais de 200 especialistas de saúde, organizados em seis editorias: Saúde, Alimentação, Beleza, Fitness, Família e Bem-Estar.

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