Semente para o futuro | Revista Fleury Ed. 19


Muito se tem falado a respeito da importância da redução das emissões de carbono para o bem do planeta. Entenda mais sobre essa discussão e o que você pode fazer para contribuir com a causa

O ano de 2009 foi marcado por importantes discussões ambientais. Em dezembro, líderes de 192 países se reuniram na Conferência do Clima, em Copenhague, na Dinamarca, para discutir formas de combater o aquecimento global. O encontro, inédito pelo tamanho e pela grande cobertura que ganhou da imprensa, trouxe à tona o debate sobre as mudanças climáticas e instigou muitos governos a adotarem medidas para reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa, como o CO² (dióxido de carbono) responsável por cerca de 60% do efeito estufa e proveniente da queima de combustíveis fósseis, das queimadas e do desmatamento, e o gás metano, originado da decomposição de matéria orgânica. No Brasil, a Lei 12.187/2009 – Política Nacional de Mudanças Climáticas – estabelece metas de redução de emissões, o que obrigará, no futuro, empresas públicas e privadas a adotarem práticas mais sustentáveis. Nos Estados Unidos, na China e na Europa, novas restrições às emissões também estão sendo definidas pelos governos. No entanto, enquanto o debate político prossegue e as negociações diplomáticas para um acordo global mais efetivo se desenrolam, cada pessoa pode fazer sua contribuição, adotando medidas para diminuir o consumo de energia, a produção de lixo e o uso dos recursos naturais.

“A COP-15 foi uma das maiores conferências ambientais realizadas e, por isso, teve importante papel na mobilização de países e governos em torno do tema. Mesmo não sendo elaborado um acordo com ampla participação de todos os países e com metas de redução mais efetivas, ela teve sua contribuição”, analisa Daniel Marques Périgo, gerente de Sustentabilidade do Grupo Fleury. Outra consequência positiva do encontro, na avaliação do especialista, é a promoção de uma maior conscientização da população sobre os problemas ambientais. “Quando falamos de aquecimento global, podemos pensar, em linhas gerais, em algumas esferas de atuação, dentre as quais a governamental, a empresarial e a individual”, explica Périgo. “Quando falamos em conscientização significa mudança de atitude. É um processo mais longo e requer um trabalho permanente de sensibilização, fazer com que as pessoas percebam, sintam de fato o problema, para realizarem a transformação”, destaca Beatriz Siqueira, coordenadora do Programa Mata Atlântica Vai à Escola, da ONG SOS Mata Atlântica.

No Brasil, por exemplo, as ações necessárias incluem desde a redução do desmatamento na Amazônia até a substituição, sempre que possível, do automóvel individual pelo transporte público e, ainda melhor, pela bicicleta ou por caminhadas. “Para isso, é preciso que governos adotem políticas públicas efetivas e que a população esteja disposta a mudar seus hábitos”, diz Périgo.

Sendo assim, a primeira providência que qualquer pessoa pode adotar é acompanhar as políticas governamentais para a área, cobrar as melhorias e fiscalizar as ações do poder público. As empresas podem adotar mecanismos de controle e redução de emissão de poluentes na atmosfera e obedecer à legislação aplicável. Já no plano individual, as mudanças começam dentro de casa. “Reduzir o consumo de energia é muito importante e mais fácil do que parece”, acentua o especialista. Apagar as luzes e os aparelhos eletrônicos quando ninguém está usando, por exemplo, é simples, fácil e eficaz. Também é importante escolher aparelhos e eletrodomésticos que apresentem menor consumo de energia - e muitos dos aparelhos fabricados hoje já possuem selos de qualidade que mostram o gasto de energia e a eficiência do produto.
Separar o lixo reciclável – como papel, plástico, vidro – ajuda a reduzir a quantidade de resíduos jogados em aterros sanitários. Evitar desperdícios também é importante, pois os resíduos orgânicos emitem gás metano em sua decomposição – uma das substâncias que contribui para o aquecimento global. Hoje, muitas prefeituras, empresas e condomínios residenciais já realizam a coleta seletiva de lixo, e diversos locais comerciais oferecem lixeiras para depósito de material para reciclagem. “Respeitar o rodízio de veículos, praticar a carona solidária e trocar o carro pela bicicleta também são ações importantes que as pessoas podem tentar adotar, mesmo fazendo isto somente em alguns dias da semana”, afirma Périgo. Também é importante realizar a inspeção veicular do carro, para verificar se os níveis de poluentes emitidos estão dentro do padrão.
Nos supermercados, procure substituir as sacolinhas de plástico, que demoram centenas de anos para se decompor na natureza, por caixas de papelão e sacolas de pano. Para quem usa as sacolinhas no lixo da cozinha, por exemplo, a dica é comprar recipientes e sacos de lixo maiores – com capacidade para acomodar uma quantidade maior de resíduos. Assim, reduz-se o uso do plástico. “Pequenas atitudes no dia a dia, como consumir conscientemente e priorizar a compra de produtos que agridam menos o ambiente, já são um passo importante”, conclui Beatriz. Em outras palavras, cada pessoa tem mais poder do que imagina – e está na hora de exercê-lo para ajudar a preservar o meio ambiente e o planeta no qual todos vivem.

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