Um passo após o outro | Revista Fleury Ed. 17

Desde que começamos a caminhar, a coluna é nosso eixo de equilíbrio. Saiba como mantê-la saudável


Assim como o primeiro sorriso e as primeiras palavras, os primeiros passos do bebê são esperados ansiosamente pelos pais. Ver um filho tentando dar os primeiros passos, buscando o ponto de equilíbrio, é um momento único, e é a prova de que ele está crescendo, se desenvolvendo, buscando autonomia e se preparando para ganhar o mundo. Com os primeiros passos, um ciclo do desenvolvimento neurológico e psicomotor se completa e abre caminhos para novas conquistas: o salto, a corrida, o triciclo, a bicicleta...

Geralmente, os bebês começam a andar entre o 11o e o 14o mês de vida. Portanto, por mais que a ansiedade da família seja algo natural, é preciso respeitar o tempo da criança, deixando ela cumprir as etapas de seu amadurecimento sem fazer comparações com outros bebês. “É como se o cérebro fosse um quebra-cabeça. Quando nascemos, as peças estão todas lá, mas soltas e dispersas. Aos poucos, com o passar dos meses, elas vão se juntando, e o bebê vai adquirindo habilidades”, explica Ivani Mancini, pediatra do Fleury. “O tempo que leva para as pecinhas irem se encaixando diferencia uma pessoa da outra. E o estímulo dado ajuda muito esse processo”, complementa. Por isso é tão importante que a criança seja acompanhada por um pediatra – ele é o profissional que sabe avaliar o desenvolvimento do bebê e apontar se está tudo bem, correndo no tempo certo.

É claro que esse período é permeado por ansiedade, pois são muitas mudanças em curto período de tempo. Afinal, aproximadamente em um ano, o bebê, que tem basicamente movimentos reflexos e involuntários quando nasce, começa a adquirir a capacidade de controlá-los, respondendo aos estímulos externos. Com mais ou menos 1 mês, ele acompanha o movimento das pessoas com os olhos. Por volta dos 2 meses, esboça sorrisos. Com 3 meses, é capaz de sustentar a cabeça e, aos 5 meses, quando ganha maior autonomia nos braços e mãos, já pega objetos e os leva à boca. A etapa seguinte é tentar sentar, processo que se completa em torno dos 8 meses. Lá pelo 90 mês, o bebê engatinha, pois já tem certa firmeza nos braços e na região dos joelhos. “Tudo isso, em média, pode levar um a dois meses, para mais ou para menos. É considerado normal a criança começar a andar com até 1 ano e meio de idade. Por isso, os pais devem respeitar o ritmo do seu amadurecimento”, explica a pediatra e médica do esporte Ana Lúcia de Sá Pinto, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Entretanto, se o bebê ficar apenas deitado no berço, sem nenhum estímulo, ele vai adquirir todas essas habilidades mais tardiamente. “O estímulo pode ser feito com brincadeiras, músicas, sons e brinquedos. Não se trata de recursos científicos ou tecnológicos, mas de atenção, conversas, de interações com objetos, sons e cores diversas”, explica Ivani.


É importante que os pais permitam que a criança se movimente por si mesma, busque o próprio equilíbrio, engatinhe e experimente os primeiros passos, mesmo que ocorram quedas. Afinal, elas são mesmo frequentes no início desse aprendizado, e como geralmente ocorrem em uma altura proporcional à da criança, não costumam oferecer riscos de lesões graves. Além disso, segundo Ivani, o bebê ainda não tem velocidade em seus movimentos, o que contribui para quedas menos traumáticas. “Os pais não precisam se assustar com essas quedas. Elas fazem parte do aprendizado. Depende muito de como a mãe e o pai reagem à situação. Se a criança cai e a mãe se assusta, a criança também se assusta e fica com medo”, afirma a pediatra. O importante é encarar a situação com naturalidade e mostrar à criança que cair e levantar faz parte da vida.

O que é desaconselhável nessa fase é o uso de andadores. “Crianças com andador costumam pular a fase do engatinhar, que é natural e importante. Os andadores também apresentam uma série de riscos, pois podem virar e provocar a queda da criança”, explica Ana Lúcia. As crianças devem engatinhar sozinhas, arriscar os passos e levar alguns tombos até, finalmente, terem êxito.

Quando o bebê atinge cerca de 1 ano e meio, caminha mais firmemente e já arrisca até uns chutes na bola. São os neurônios amadurecendo e criando novas sinapses (nome dado à comunicação entre eles), o que possibilita que novos sinais sejam enviados para os músculos, também em desenvolvimento. “É como se a descarga elétrica que se transmite entre os neurônios refinasse, pouco a pouco, a habilidade da criança; como se mais peças estivessem sendo gradativamente acrescentadas ao quebra-cabeça, formando uma imagem maior, possibilitando novos desafios”, resume Ivani.

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