Vacina para gente grande | Revista Fleury Ed. 24

Obrigatório no período da infância, o calendário de vacina deve nos acompanhar em todas as fases

Obrigatório no período da infância, o calendário de vacina deve nos acompanhar em todas as fases

Se você tem mais de 18 anos, responda rápido: sua carteira de vacinação está em dia? Se você não sabe a resposta ou pensa que isso não é necessário na vida adulta, saiba que todo mundo precisa de vacinas – e essa proteção deve nos acompanhar em todas as fases da vida.

Segundo o infectologista Jessé Reis Alves, coordenador do serviço de vacinação do Fleury Medicina e Saúde, sempre é tempo de colocar a carteira de vacinação em dia – afinal, adultos de qualquer idade também estão suscetíveis a doenças infecciosas graves, que podem ser prevenidas por imunização. Qualquer pessoa que tenha um ferimento corriqueiro, por exemplo, está exposta ao tétano, caso tenha recebido a vacina aintitetânica há mais de dez anos.

As vacinas são vírus ou bactérias inativos – ou simplesmente atenuados – que estimulam o sistema imune do organismo (veja o infográfico na página 42). “Algumas delas fazem isso de maneira definitiva e excluem a necessidade de doses adicionais. Mas, em outros casos, como tétano e febre amarela, a imunidade se perde com o tempo”, afirma Alves. Portanto, se o indivíduo desconhece a data da última vacinação, deve receber uma nova dose. “Geralmente, não há problema em antecipar a dose de reforço, desde que a última vacina não tenha sido aplicada há menos de um ano”, explica o infectologista.

Quem precisa de vacina?
Independentemente da idade, toda pessoa precisa ser vacinada. No entanto, homens e mulheres, além de indivíduos saudáveis e portadores de doenças crônicas, têm necessidades diferentes. O adulto saudável, por exemplo, deve receber imunização contra difteria e tétano a cada dez anos. Já a vacina contra a hepatite B é recomendada para quem não a tomou na infância, para profissionais de saúde e para quem convive com portadores da doença.

Mulheres em idade fértil que não tiveram rubéola devem se imunizar – se adquirida durante a gravidez, a doença pode causar malformações fetais. A vacina está disponível em uma versão tripla, que também protege contra caxumba e sarampo. Mulheres grávidas devem receber uma dose de antitetânica caso tenham tomado essa vacina há mais de cinco anos. A vacina antigripe também pode ser importante nesse período, evitando possíveis graves complicações para a mãe e para o bebê.

Para homens e mulheres com idade acima de 60 anos, são indicadas as vacinas antigripe e antipneumocócica, que reduz o risco de doenças como pneumonia e meningite. Pessoas que receberam transplantes ou portadores de doenças crônicas, como aids, diabetes e anemias, têm o sistema imunológico mais frágil e merecem atenção especial. Esse grupo deve receber vacinas contra tétano e difteria, hepatite B, gripe e pneumococo, sempre sob orientação médica.

Efeitos colaterais
Apesar de seguras, as vacinas podem causar alguns efeitos colaterais leves e de curta duração. Os sintomas mais comuns são febre e dor muscular, e podem acontecer dias após a imunização. “São reações muito brandas, se compararmos aos danos que uma doença pode produzir”, diz Alves. Os efeitos adversos graves são extremamente raros. No Fleury, o cliente passa por uma entrevista com um médico, a fim de garantir a segurança da imunização e reduzir o risco de efeitos colaterais. Na ocasião, são coletadas informações sobre o histórico de vacinas, doenças agudas ou crônicas e alergias, entre outros dados. Uma equipe de enfermagem treinada e habilitada é responsável por administrar as doses.

Vai viajar?
Quem vai viajar para destinos nacionais em que há risco de exposição à febre amarela, como algumas cidades do Norte e do Centro-Oeste, deve se imunizar antes. Alguns países também exigem o comprovante de vacinação do turista proveniente de áreas endêmicas. “A viagem é sempre um momento em que você pode estar exposto a alguns tipos de doenças que não são comuns no dia a dia ou no local em que você mora. Muitas delas podem ser prevenidas, e as vacinas são uma forma segura de prevenção”, afirma Marcelo Litvoc, especialista em Medicina do Viajante do Hospital das Clínicas (SP).

A imunização adequada depende do destino da viagem e da atualização das vacinas que o turista deixou de receber. Desde 2007, o Fleury oferece a Consulta do Viajante. O serviço avalia o roteiro de viagem, as condições prévias de saúde e orienta o viajante sobre cuidados necessários. “Algumas situações vão exigir um grande número de medidas preventivas, seja de vacina ou de prevenção de doenças. Por isso, o ideal é procurar o serviço um mês antes da viagem”, avisa o especialista Jessé Alves Reis, do Fleury.

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