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Detecção de clonalidade de linfócitos T por citometria de fluxo contribui com o manejo de neoplasias linfoproliferativas

Publicado em: 01/11/2014
Por:
Dr. Alex Freire Sandes

 
​O diagnóstico das doenças linfoproliferativas crônicas de linfócitos T requer o emprego de diferentes metodologias. A detecção de clonalidade de linfócitos T por citometria de fluxo, recentemente incorporada à rotina do Fleury, é uma técnica simples, rápida e robusta, que tem aplicação na investigação diagnóstica e no ​monitoramento de pacientes com esse tipo de neoplasia. Sua principal vantagem está em permitir o estudo de clonalidade diretamente em células suspeitas individuais, mesmo quando presentes em pequeno número.

Na prática, o exame estuda as famílias da região variável da cadeia beta do TCR (figura 1). Casos clonais apresentam restrição de expressão de uma das famílias (identificação direta) ou ausência de expressão das famílias de TCR-V-beta (identificação indireta) na população suspeita de linfócitos T. 

O que mais faz o método pelas doenças de células T
 
A citometria também identifica neoplasias de células T maduras por meio da restrição de subpopulações de células T (por exemplo, linfocitose com predomínio de células CD4+ ou CD8+ e alteração da relação CD4/CD8) e da expressão antigênica aberrante, como a diminuição ou a ausência de antígenos pan-T (CD2, CD5 e CD7) e a expressão de antígenos não expressos em células T normais. Vale ponderar, porém, que a deficiência de antígenos pan-T igualmente pode ser encontrada em linfócitos T reacionais ou em pequenas subpopulações de células T, razão pela qual o diagnóstico definitivo depende sempre da análise conjunta de quadro clínico, morfologia das células anômalas e resultados dos demais exames complementares. ​

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Representação gráfica da avaliação de clonalidade de linfócitos T por citometria de fluxo, demonstrando expansão policlonal das 24 famílias da região variável da cadeia beta do TCR em linfócitos CD4 e CD8.

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