Diagnóstico de coagulação intravascular disseminada

Publicado em: 01/08/2002
Por:
Fleury Medicina e Saúde

Edição: 2002 - Edição Nº 6 - Boletim
 

A combinação de história, avaliação clínica e laboratório permite o reconhecimento da síndrome

A coagulação intravascular disseminada (CIVD) é uma síndrome adquirida, decorrente da ativação difusa da coagulação no espaço intravascular, com deposição de fibrina na microvasculatura, que pode ocorrer em conjunto com uma grande variedade de condições, tais como septicemia, trauma grave, neoplasias e complicações obstétricas. Embora não haja um teste laboratorial que isoladamente confirme ou exclua a hipótese de CIVD, é possível estabelecer o diagnóstico com segurança por meio da união de elementos da história do paciente, de achados clínicos e de exames complementares. Clinicamente observa-se febre, hipotensão, acidose e manifestações hemorrágicas em diversos sítios. Apesar de menos evidentes, há ainda sinais de trombose, que se caracterizam por lesão isquêmica progressiva de órgãos-alvo.

Entre os exames laboratoriais necessários para a confirmação da CIVD estão a contagem de plaquetas e a visualização do esfregaço de sangue periférico, para identificar a presença de hemácias fragmentadas, o tempo de protrombina (TP), o tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPa), o tempo de trombina (TT), a dosagem de fibrinogênio e a quantificação de produtos da degradação de fibrina (PDFs) e de dímeros-D no plasma. A repetição seriada desses testes tem maior valor que seus resultados isolados, permitindo melhor avaliação da evolução da síndrome. Em casos selecionados, a depender de análise individual, dosagens de antitrombina, de proteína C ou de fatores da coagulação igualmente podem estar indicadas.