Clostridioides (Clostridium) difficile, pesquisa de toxinas A e B, fezes

Outros nomes:
COLITE PSEUDOMEMBRANA, TOXINAS A E B
PESQUISA TOXINA A DO CLOSTRIDIUM DIFFICILE
TOXINA A DE CLOSTRIDIUM DIFFICILE
CLOSTRIDIUM DIFFICILE, TOXINAS A E B, PESQUISA
CLOSTRIDIUM DIFFICILE, PESQUISA DE TOXINAS A E B
PESQUISA DE CLOSTRIDIOS NAS FEZES
PESQUISA DE CLOSTRIDIUM NAS FEZES
PESQUISA DE CLOSTRIDIUM DIFFICILE NAS FEZES

Agendamento

Este exame nao necessita ser agendado.

Prazo de Entrega

Em até 1 dia útil (incluindo o sábado) às 23h

Orientações necessárias

- É necessário retirar um conjunto (kit) para coleta em uma das unidades do Fleury. - As fezes devem ser colhidas em frasco sem conservador. - Para crianças maiores ou adultos: evacuar diretamente no frasco plástico grande, fechar com a trava e colocar o frasco dentro do saco plástico tipo zip. - Para crianças que utilizam fralda: transferir as fezes da fralda para o frasco plástico grande, fechar com a trava e colocar o frasco dentro do saco plástico tipo zip. Observação: O envio do material poderá ser realizado na própria fralda, que deverá ser mantida em temperatura ambiente e levada ao Fleury em até 6 horas após a coleta. - O material deve ser entregue no Fleury até seis horas após a coleta, se transportado à temperatura ambiente, ou até 72 horas, se mantido sob refrigeração (2-8 ºC) ou congelado (-20 ºC).

Processamento e adequação da amostra

- Enviar material no saco plástico, refrigerado, para a Seção de Microbiologia Estabilidade da amostra Temperatura ambiente: 6 horas; Refrigerado (2-8 ºC): 3 dias; Congelado (-20 ºC): 7 dias.

Método

- Ensaio Imunoenzimático, utilizando anticorpos monoclonais anti-toxinas A e B de C.difficile.

Valor de referência

- Pesquisa negativa.

Interpretação e comentários

- Estudos taxonômicos recentes levaram à reclassificação de Clostridium difficile em um novo gênero denominado Clostridioides (Anaerobe, 2016; 40:95-99 e Int. J. Syst. Evol. Microbiol., 2016; 66:3761-3764); portanto a nomenclatura correta e atual é Clostridioides difficile. C. difficile é um bacilo Gram-positivo anaeróbio capaz de causar manifestações clínicas que variam de diarreia a perfuração de cólon. O quadro mais comum é a diarreia relacionada ao uso de antimicrobianos, usualmente observada cinco a dez dias após o início da antibioticoterapia. Em quadros leves a moderados, observam-se mais frequentemente três ou mais episódios de diarreia aquosa por dois ou mais dias, além de dor abdominal leve. Já nos casos graves, ocorrem de 10 a 15 episódios de evacuação por dia, acompanhados de dor abdominal intensa e náuseas. O método considerado padrão-ouro para o diagnóstico é a cultura toxigênica, mas em função do prazo de três a cinco dias para liberação do resultado, o teste é recomendado quando persiste a suspeita clínica e os demais testes estão negativos. Os testes que fornecem resultados mais rápidos detectam glutamato desidrogenase (GDH) e/ou toxinas A e B ou o DNA de C. difficile (PCR). A pesquisa das toxinas A e B de C. difficile nas fezes, por técnica imunoenzimática, com o emprego de anticorpos monoclonais, tem baixa sensibilidade (39% a 51%), porém elevada especificidade (99% a 100%). O teste para GDH apresenta 98,0% de sensibilidade e 91,7% de especificidade. Segundo o consenso americano sobre diarreia por C. difficile (McDonald et al. 2017), a PCR pode ser utilizada isoladamente caso o paciente apresente pelo menos três episódios de evacuações com fezes não formadas em 24 horas. Segundo o consenso europeu (Crobach et al. 2016), a abordagem diagnóstica inicial deve incluir os testes de glutamato desidrogenase (GDH)e toxinas A e B ou PCR e GDH, Todos realizados em amostras de fezes. A positividade simultânea dos testes para GDH e toxinas A e B, na presença de clínica compatível, é critério diagnóstico de diarreia por C. difficile. Quando há positividade para GDH e negatividade para toxinas A e B, com quadro clínico compatível com diarreia por C. difficile, recomenda-se realizar a PCR ou a cultura toxigênica para a confirmação diagnóstica. A pesquisa de toxinas A e B não deve ser utilizada isoladamente como ferramenta diagnóstica.

Hospitais

- Manter a amostra refrigerada (2-8 ºC) até encaminhar para a Seção de Microbiologia. - Encaminhar refrigerada em saco plástico apropriado. Plantão Noturno: - Manter a amostra refrigerada (2-8 ºC) até encaminhar para a Seção de Microbiologia. - Encaminhar refrigerada em saco plástico apropriado. - A amostra é estável por até 6 horas à temperatura ambiente. - A amostra é estável por até 72 horas quando conservada refrigerada.

Dias de Medicamento

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