Manual de exames

TESTE PRE-NATAL NÃO INVASIVO, ANEUPLOIDIAS E DOENÇA RECESSIVAS, SANGUE TOTAL

Outros nomes:

Este exame não precisa ser agendado

Orientações necessárias

É obrigatório a solicitação médica para realização do exame.

- Não é necessário jejum para realização do exame.

- A coleta só pode ser feita a partir de dez semanas de gestação e não há limite de idade gestacional superior. Caso a coleta seja feita antes de dez semanas o exame será cancelado.

- Teste NÃO realizado para Gestações gemelares.

- Para gestações gemelares com óbito de um dos embriões/fetos, o teste NÃO pode ser realizado.

- Esse exame é realizado por meio de coleta de sangue materno e avalia o risco fetal para trissomia 21, 18, 13; aneuploidia dos cromossomos sexuais (monossomia X, XXY, XXX, XYY); relato opcional do sexo fetal; relato opcional de RhD fetal para gestantes RhD-negativas; fibrose cística CFTR; atrofia muscular espinhal (SMA) SMN1; hemoglobinopatias (doença falciforme, talassemia alfa/beta) HBB, HBA.

- É necessário informar se deseja saber o sexo do bebê.

- Coleta: exame pode ser coletados todos os dias da semana.

Processamento e adequação da amostra

O material coletado (3 tubos) deve ser mantido e transportado em temperatura ambiente juntamente com o questionário e termo de consentimento.

Envio do Material:

1) O material coletado, mantido em temperatura ambiente, questionário e termo de consentimento devem ser enviados imediatamente após a coleta para o setor de Laboratório de Referência (LARI-LARN);
2) O questionário e termo de consentimento devem estar com todos os campos preenchidos;

Estabilidade da amostra:
Temperatura ambiente: 14 dias;
Refrigerada (2-8 ºC): não aceitável;
Congelada (-20 ºC): não aceitável.

Método

sequenciamento de nova geração com contagem molecular usando modelos de contagem quantitativa

Valor de referência

Negativo

Interpretação e comentários

Sabe-se que 58,5% das mulheres portadoras de variantes genéticas patogênicas, em heterozigose para doenças autossômicas recessivas, não segue com a pesquisa de variantes genéticas no parceiro. A triagem pré-natal, não invasiva por análise de DNA fetal livre circulante em sangue materno, detecta 98,5% das gestações em risco para as condições avaliadas pelo teste. O teste de triagem pré-natal não invasivo ampliado para doenças recessivas (MFTRINIRECAMP) realiza a pesquisa de portadora na gestante para doenças genéticas prevalentes como atrofia medular espinhal, fibrose cística, anemia falciforme e talassemias. Ao identificar-se a presença de variante em heterozigose na gestante, a mesma amostra de sangue é utilizada para a realização do NIPT de gene único (Unity™)para determinar o risco de acometimento fetal em homozigose ou heterozigose composta para a condição em questão. Os teste Unity apresentou sensibilidade maior que 98.5% e especificidade maior que 99% segundo publicação recente. Ademais, o teste foi 100% concordante com os resultados de estudos clínicos de triagem neonatal patrocinados pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde Americano) no Baylor College of Medicine e pela University of Alabama Birmingham. Utilizando a tecnologia de contagem molecular QCT™ o teste UNITY™ permite diferenciar fetos acometidos (variantes em homozigose) de fetos portadores (variantes em heterozigose), assim como a presença de alelos paternos (heterozigose composta) para os genes CFTR e HBB com taxa de detecção maior que 98%. A identificação de gestações em risco de maneia precoce é fundamental para estabelecer medidas de tratamento, melhorando o prognóstico da criança. A atrofia medular espinhal (AME), cuja frequência de portadores pode chegar até 1 a cada 54 indivíduos, é a doença genética potencialmente fatal mais comum em crianças abaixo de 1 ano. Mais de 90% dos pacientes com AME tipo I, sem internvenção farmacológica, evoluem a óbito por volta de 2 anos de idade. A medicação Zolgensma®, aprovada em 2019, é uma terapia gênica para crianças com AME abaixo dos 2 anos. Ensaios clínicos mostraram taxa de sobrevivência de 100% em crianças após 4 anos de tratamento com essa medicação. Sabe-se que 1 a cada 8 indivíduos afroamericanos são portadores de variantes para anemia falciforme e beta-hemoglobinopatias. Novos tratamentos estão surgindo utilizando-se células tronco de cordão umbilical para implementar terapias gênicas para essas condições clínicas.
Exsitem múltiplos tipos de alfatalassemia, variando entre casos leves e casos graves quando não tratados de maneira adequada, fetos com talassemia major (Hb Bart) evoluem para natimortos ou neo-óbitos. Tratamento com transfusão intrauterina pode aumentar as chances de sobrevida. A prevalência de portadores para alfatalassemia é de 1 a cada 16 indivíduos. A versão ampliada do teste Unity engloba a análise não invasiva para avaliação do risco fetal para aneuploidias cromossômicas, como as síndromes de Down, de Edwards e de Patau. Quando presente uma das três alterações cromossômicas no feto, existe um aumento dos fragmentos de DNA do cromossomo alterado (trissômico). Nos padrões atuais de evidências médicas, para os exames com resultado alterado, é aconselhável a confirmação por procedimento invasivo (biópsia de vilo corial ou amniocentese). Os exames considerados normais são assumidos como tal. Para síndrome de Down a sensibilidade do exame é de 99,8% com falso positivo inferior a 0,1%. Para síndrome de Edwards e Patau a sensibilidade é de, 99,9 e 99,1%,respectivamente e falso positivo inferior a 0,1%.

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