Manual de exames

Varicella-zoster Vírus, por PCR, qualitativo, Vários Materiais

Outros nomes: Zoster, Herpes vírus humano 3, HZV Herpes Zoster Vírus

Este exame não precisa ser agendado

Orientações necessárias

- É necessário apresentar documento de identidade (RG).
- Este exame pode ser realizado em sangue, raspado de lesão cutânea e liquor.
- É possível ainda fazer a análise em outros materiais biológicos, tais como raspado ocular e lavado broncoalveolar, porém o desempenho do teste nessas matrizes biológicas não foi tecnicamente verificado. Para outros materiais, é necessário entrar em contato com assessores médicos do Fleury responsáveis por este exame.

-- Liquor:
I - Para coletas no Fleury
- O teste complementa o exame de líquido cefalorraquidiano (LCR), sendo necessário, portanto, o agendamento prévio de um exame de liquor completo.

II - Para materiais enviados
- Amostras não colhidas no Fleury devem ser entregues refrigeradas, em tubo cônico de plástico estéril, com um mínimo de 1,0 mL de liquor.

-- Raspado Ocular:
- A coleta só pode ser realizada na Unidade República do Líbano I.
- Nas 12 horas que antecedem o exame, é preciso suspender o uso de medicação tópica, como colírios e pomadas oftálmicas, desde que haja autorização do médico solicitante. Depois do procedimento, os medicamentos podem voltar a ser utilizados.
- Convém esclarecer que é possível realizar a coleta sem a suspensão dos fármacos, mas isso pode comprometer a sensibilidade do resultado.
- O cliente deve estar necessariamente acompanhado de um adulto no dia do exame. No caso de menores de 18 anos, o acompanhante precisa ser um responsável legal (pai, mãe ou tutor).
- O teste pode demandar a restrição de movimentos em crianças não verbais ou não colaborativas.
- Após a coleta, existe a possibilidade de o cliente sentir desconforto local, razão pela qual pode ser indicado o uso de lente de contato terapêutica.
- Clientes que usam lentes de contato devem retirá-las antes do procedimento, só podendo voltar a utilizá-las 24 horas após a coleta.

-- Lavado broncoalveolar:
I - Para coletas no Fleury
- Para que a coleta seja efetuada no Fleury, o cliente tem de agendar também uma broncoscopia.

II - Para materiais enviados
- Amostras não colhidas no Fleury devem ser entregues refrigeradas, em tubo cônico de plástico estéril, com um mínimo de 1,0 mL de lavado broncoalveolar, até 72 horas após a coleta.

Processamento e adequação da amostra

1. Sangue:
- Não Centrifugar
- Enviar o material no próprio tubo de coleta, refrigerado.

2. Raspado de lesão cutânea ou ocular:
- Enviar swab em tubo seco, sem meio de transporte.

3. Liquor
- Enviar 1 mL de liquor em tubo estéril.
- Refrigerar a amostra a 2-8ºC.

4. Lavado broncoalveolar
- Não Centrifugar
- Enviar mínimo de 1 mL de lavado, em frasco estéril, refrigerado.

- Estabilidade da amostra:
Sangue:
Temperatura ambiente: 48 horas;
Refrigerada (2-8ºC): 8 dias;
Congelada (-20ºC): não aceitável.

Raspados de lesão cutânea ou ocular, lavado broncoalveolar:
Temperatura ambiente: 48 horas;
Refrigerada (2-8ºC): 8 dias;
Congelada (-20ºC): 30 dias

Liquor
Temperatura ambiente: Não aceitável
Refrigerada (2-8ºC): 6 dias
Congelada (-20ºC): 30 dias

Método

- PCR em Tempo Real (Reação em Cadeia da Polimerase em tempo real).

Interpretação e comentários

A fase aguda da infecção pelo vírus Varicela-Zoster (VVZ) ocorre usualmente em crianças, e, na maioria dos indivíduos, tem evolução benigna e autolimitada. Após a infecção primária, o vírus permanece latente nos gânglios das raízes nervosas dorsais, podendo haver reativação.
A apresentação clínica clássica da reativação é de erupção vesicular unilateral com topografia de um único dermátomo. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, embora seja mais frequente em idosos ou imunossuprimidos e é conhecida como herpes zoster. Outras manifestações secundárias podem ser paralisia motora, síndrome de Guillain-Barré, mielite transversa e miosite.
Em pacientes imunossuprimidos, na fase aguda ou nas reativações, as complicações mais frequentes são a disseminação cutânea e/ou visceral, como encefalite e a pneumonite, as quais usualmente surgem cerca de três a cinco dias após o aparecimento das primeiras lesões cutâneas, mas podem ocorrer mesmo na ausência destas.
Cerca de um terço das crianças imunossuprimidas, e particularmente aquelas com doenças linfoproliferativas, que adquirem a infecção por VVZ, evoluem com hepatite, pneumonite ou meningoencefalite. Nos adultos, a população de maior risco é a submetida a tratamento com globulina antitimócito ou a transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas ou, ainda, aquela com doença do enxerto contra hospedeiro.
O diagnóstico da varicela e do herpes zoster é eminentemente clínico, estando os testes diagnósticos indicados para elucidação dos quadros cutâneos incaracterísticos e das complicações viscerais.
A PCR é particularmente útil para o diagnóstico das encefalites e pneumonites, além das ceratites e úlceras de córnea relacionadas ao VVZ. Apesar da sensibilidade elevada, um resultado negativo não exclui o diagnóstico.

Valor de referência

Não detectado.
Limite inferior de detecção: 800 cópias de DNA/mL.

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