Diagnóstico molecular da febre amarela está disponível no Fleury

O Fleury introduziu, em sua rotina, o teste molecular para contribuir com o diagnóstico da febre amarela
Publicado em 18 de Julho de 2019
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Enquanto as autoridades de saúde se dedicam às amplas estratégias de prevenção, controle e educação da população, a iniciativa privada trabalha em outras frentes contra a febre amarela. Nesse sentido, o Fleury introduziu, em sua rotina, o teste molecular para contribuir com o diagnóstico da doença.

O exame, que utiliza a técnica de reação de polimerase em cadeia (PCR) em tempo real para a detecção qualitativa do RNA do vírus e tem seu resultado liberado em até três dias, está indicado para o diagnóstico precoce da doença, especialmente até o quinto dia após o início dos sintomas, período que corresponde a maior viremia, e pode também ser realizado no liquor. O teste é importante ainda para diferenciar o quadro das várias arboviroses que, atualmente, circulam concomitantemente no Brasil e apresentam clínica semelhante, como dengue, febre chikungunya, zika e, mais raramente, as febres mayaro, oropouche e do Nilo Ocidental.

É importante ressaltar que o exame detecta uma região conservada do genoma viral, comum às linhagens selvagens e vacinais do vírus da febre amarela, de modo que um resultado positivo pode corresponder à detecção do vírus vacinal em indivíduos que tenham sido vacinados nos 30 dias que precederam a coleta da amostra. A distinção das linhagens, por sua vez, é possível por meio de sequenciamento genético, que, no entanto, não está disponível nos laboratórios de rotina.

Deve ser considerado como caso suspeito todo indivíduo com exposição recente à área de risco, vacinado há menos de trinta dias ou sem comprovação de imunização contra a doença, que apresente até sete dias de quadro febril agudo, acompanhado de dois ou mais dos seguintes sintomas: cefaleia, mialgia, lombalgia, mal-estar, calafrios, náuseas, icterícia ou manifestações hemorrágicas*.

A febre amarela é uma doença grave, de alta letalidade, endêmica no Brasil, mas que se comporta com ondas epidêmicas periódicas. Entre julho de 2016 e junho de 2017, foi registrado um dos eventos mais expressivos da história da febre amarela no Brasil, com expansão da dispersão do vírus pelo Sudeste brasileiro, incluindo áreas onde o vírus não era registrado havia décadas. Nesse período, foram confirmados 777 casos humanos e 261 óbitos. Atualmente, o Estado de São Paulo vive um intenso aumento da incidência da doença - desde janeiro de 2017 até o dia 16 de janeiro de 2018, foram confirmados 69 casos de febre amarela, sendo 40 autóctones, dos quais 21 (52,5%) foram a óbito*.

*Referência: Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo