Teste para detecção rápida de vírus respiratórios possibilita diagnóstico precoce | Revista Médica Ed. 1 - 2006

Em 2.030 ensaios realizados, cerca de um terço foi positivo, sobretudo para o vírus respiratório sincicial.
Publicado em 01 de Fevereiro de 2006
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Em 2.030 ensaios realizados, cerca de um terço foi positivo, sobretudo para o vírus respiratório sincicial.

As doenças respiratórias causadas por agentes como o influenza, o parainfluenza, o adenovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR) constituem um importante problema de saúde pública, particularmente no primeiro ano de vida. Durante um período de 33 meses, a partir de janeiro de 2003, o Fleury realizou 2.030 ensaios para a detecção de vírus respiratórios em crianças e encontrou resultados positivos em um terço dos casos.

Os exames foram feitos em pacientes atendidos em suas unidades e em alguns hospitais de São Paulo, como o Pronto-Socorro Infantil Sabará, o Hospital Samaritano e instituições especializadas em câncer pediátrico, na maioria das vezes com material obtido por lavagem ou aspiração da nasofaringe.

A identificação mais comum foi a do VSR, com picos de ocorrência no outono. A incidência dos demais vírus mostrou-se similar e bem mais baixa que a do VSR, sem distribuição sazonal. Apenas as infecções por adenovírus apresentaram-se mais frequentes entre crianças hospitalizadas e imunodeficientes.

Além disso, foi excepcionalmente raro o encontro de resultado positivo para mais de um vírus. O teste usado pelo Fleury tem alta sensibilidade e especificidade para a detecção de tais agentes e permite a emissão do resultado em poucas horas, o que viabiliza a rápida adoção de medidas terapêuticas e preventivas contra a propagação intra-hospitalar da infecção.

Veja o teste rápido com anticorpo fluorescente para a pesquisa de vírus respiratórios: investigação de 2.030 pacientes.

Pesquisa negativa

1.368

Pesquisa positiva

662

Vírus sincicial respiratório

523

Influenza A ou B

57

Parainfluenza 1, 2 ou 3

41

Adenovírus

41